BLOG OPERA E BALLET, REJEITADO EM SÃO PAULO, RECONHECIDO EM PARIS! ARTIGO DE ISAAC CARNEIRO VICTAL NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.


Muito me comove o recente desabafo de nosso editor Ali Hassan Ayache sobre a exclusão que todos aqui do Opera e Ballet sofremos. A saber, colaboradores do nosso blog nunca são citados publicamente na imprensa especializada, nunca somos chamados para coletivas de imprensa ou participamos de debates, até mesmo proferir uma palavra em veículos de grande circulação não nos é permitido. A assessoria de imprensa de determinadas instituições pode se recusar a nos passar informações simples.

Por outro lado, nosso colaborador Wagner Correia de Araújo recebeu ano passado a honraria de ter seus textos que saem aqui no blog, selecionados para integrar o acervo da Biblioteca Nacional da França. Uma fato inédito para um blogueiro. O reconhecimento internacional de nosso trabalho também esta comprovado nas redes sociais de Ópera e Ballet, temos por exemplo no facebook de ALI HASSAN AYACHE-OPERA E BALLET amigos entre integrantes de orquestras como a FILARMÔNICA DE BERLIM, RÁDIO BAVIERA E ORQUESTRA DO FESTIVAL DE BUDAPESTE! Isso mesmo com a gente publicando em português! Além é claro de integrantes de quase todas as principais orquestras brasileiras e muitos dos mais famosos solistas nacionais. Muitos músicos da Europa em geral e da América Latina. Só não cito nomes por parece que se associar ao nosso trabalho pode envolver represálias e fazer algumas dessas pessoas até perderem o emprego. Podem pesquisar e comprovar tudo nas redes sociais supracitadas.

Triste situação de uma cidade como São Paulo que só tem tamanho, quem ousa criticar a OSESP por exemplo, é boicotado!

Esse ano eleitoral veremos serem publicadas algumas críticas mais ácidas nos grandes jornais apenas por causa de disputas de poder envolvendo instituições como o Municipal de SP. Os problemas desse teatro especificamente, as coisas parecem estar menos piores do Municipal carioca, todos estão relacionados ao fato dele ser administrado desde muito tempo por gente que não gosta de ópera, gente que discursa falando como se a ópera tivesse que ter alguma justificativa para existir, portanto surge a necessidade de introduzir temas contemporâneos à força nas óperas, não importa se tiver um corte aqui ou ali. O que se faz no Municipal paulista é usar uma ópera conhecida como pretexto para "algo maior". Para quem gosta de ópera, não precisamos desse "algo maior", isso na verdade é um empecilho para nossa apreciação.

No ambiente altamente polarizado do Brasil atual, tudo vira uma disputa entre direita e esquerda. Setores de esquerda afirmando que essa coisa se trata de uma tentativa de fazer a ópera relevante para os dias de hoje, já a direita enxerga a destruição de todos os valores, um fim do mundo cultural. Na verdade não tem nada a ver não gostar de ópera com ser de direita ou esquerda, mas pelo que estamos vendo, casas como o Municipal de SP parece que são dirigidas pelo senhor Chalamet, aquele ator que diagnosticou a irrelevância da ópera para a massa.

Acontece que para quem realmente gosta da arte, a ultima coisa a passar pela nossa cabeça é isso de provar a necessidade da ópera no mundo contemporâneo. Nós simplesmente amamos a música clássica, a opera e o ballet e não gostamos de ficar nos justificando. Se sociedade enxergar nosso amor pela arte como loucura, não afeta nossos sentimentos.

Isaac Carneiro Victal.

Comentários

  1. Sempre que alegam a necessidade de modificar e adaptar os clássicos para atrair um público maior, penso não seria melhor se ligar ao público que a música clássica já tem? Errata escrevi uma fato inédito e deveria sair um fato inédito, em outra oportunidade deveria ter saído as coisas parecem estar menos piores NO Municipal carioca, saiu do. Isso é muito importante frisar, no Rio não vemos tanta lambança no Municipal como em SP. Isaac Carneiro Victal

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  2. "usar uma ópera conhecida como pretexto para "algo maior". Para quem gosta de ópera, não precisamos desse "algo maior". Reconhecer também que somos críticos com reconhecimento em todo o território nacional; e aqueles que negam nos conhecer é uma falácia hipócrita. Tanto é que sou reconhecido fora do Brasil, também como um crítico técnico. Assim podemos dizer que o Theatro Municipal perdeu muitos de seus habitués, aqueles que realmente conhecem o que é bom e tem essência musical e artística, estes se afastaram dele e não querem nem passar na frente do Municipal, tamanha a aversão que tomaram da atual administração deste Teatro Municipal. Os críticos deste site não são chamados para ser jurados de nenhum concurso musical. Por quê será, não ? Concurso Maria Callas, Programa da TV Cultura competições musicais com jornalistas que não conhecem uma nota musical, nem repertório etc. Uma Vergonha que só no Brasil acontece. Um crítico que não conhece música, não lê música e não toca nenhum instrumento ou é cantor de algum gênero musical ?...como pode criticar um outro músico, seja ele de qualquer gênero, classe, época ou estilo ? Eta Brasilsão !

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  3. É muito fácil entender a não participação dos escritores desse blog em outros locais: os textos aqui não são críticas, são apenas opiniões e gostos pessoas fantasiados se crítica.
    Sobram opiniões controversas e muitas vezes infundadas enquanto falta um grande olhar crítico para o setor, sobretudo no que tange as condições estruturais dos conjuntos artísticos de SP e do resto do País.

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    1. Num dos meus artigos recentes que conseguiu certa repercussão, destaquei o fato de a OSESP, desde a saída de John Neschling, nunca mais ganhou prêmios como GRAMMY LATINO e DIAPASON D'OR, já se passaram quase duas décadas de jejum. Usar ataques pessoais e falácia do espantalho nesse comentário contra nós foi infantil da sua parte. O nosso problema é por exemplo falar coisas negativas da OSESP e do Municipal de SP, isso atrapalha a utilidade política como propaganda que o estado e a cidade querem obter de ambas instituições, apesar de no caso do Municipal, a prefeitura atualmente não colhe muitos benefícios em vista de tantas controvérsias que envolvem esse palco. Os escribas comprados da panelinha omitem essas coisas, mas não tem nada de opinião pessoal em meramente identificar FATOS. Quem está aqui reclamando no anonimato não parece sequer diferenciar um artigo de opinião da escolha que fizemos por noticiar fatos que outros jornalistas omitem por conveniência. Não somos comprados para ficar elogiando, fique sabendo! Por fim não faltam boas condições materiais para a OSESP e o Municipal de SP, PAREM DE MENTIR, ambas instituições estão nadando em dinheiro, a organização social que administra esse teatro esta reclamando na justiça de receber por ano só 150 milhões de reais! Então o que falta é vergonha na cara. Sem vergonha também é quem aparece para comentar aqui no anonimato para tentar encobrir essa situação vergonhosa. Isaac Carneiro Victal

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  4. Ora então você não entende nada de crítica
    A controvérsia e a polêmica são os melhores ingredientes da crítica. Ou vc quer ler só elogios e aplausos ? Assim fica realmente difícil!

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  5. Gostariam, então, que nós ficassemos elogiando, aplaudindo esses caras sem polidez, vergonha e semancol...maestro que só pensa em seu bolso cheio e de seus aliados mamando na Prefeitura Municipal de São Paulo, sem a nossa fiscalização severa e competente. Somos conhecedores do técnico -musical, do bom discernimento artístico e sobretudo do Belo. Não apoiamos produções líricas baseadas em políticas de interesses pseudo sociais de época, tampouco sazonais !

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  6. Gostariam, então, que nós ficassemos elogiando, aplaudindo esses caras sem polidez, vergonha e semancol...maestro que só pensa em seu bolso cheio e de seus aliados mamando na Prefeitura Municipal de São Paulo, sem a nossa fiscalização severa e competente. Somos conhecedores do técnico -musical, do bom discernimento artístico e sobretudo do Belo. Não apoiamos produções líricas baseadas em políticas de interesses pseudo sociais de época, tampouco sazonais !

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