ESTADO DE ISRAEL, ONDE A MÚSICA DE WAGNER E STRAUSS JÁ FOI PROIBIDA, HOJE É BOICOTADO POR ARTISTAS. ARTIGO DE ISAAC CARNEIRO VICTAL NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.
O máximo que acontecia de controvérsia era quando algum artista desafiava proibição da execução de Wagner ou Strauss em Israel, como foi o caso do solista judeu Jascha Heifetz. Em 1953 ele ousou tocar a sonata para violino e piano de Strauss em Israel, tendo sido atacado em Jerusalem por um homem usando um pé de cabra, que também tentou destruir o violino de Heifetz batendo na caixa do instrumento. A reação do violinista foi usar a mão para proteger seus caríssimos violinos, terminou com a mão inchada e dolorida por causa das pancadas! Ainda depois disso continuaram as ameaças contra ele e acrescenta-se o fato de o agressor nunca ter sido localizado pela polícia. O violinista só retornou ao país em 1970.
Hoje pode-se dizer que nunca o chamado "soft power" de um país se esvaiu completamente tão rápido como ocorre presentemente com Israel. Sua famosa filarmônica é alvo de violentos protestos quando se apresenta no estrangeiro, isso quando consegue se apresentar fora. O diretor emérito dessa orquestra maestro Zubin Mehta cancelou todas as apresentações marcadas com o conjunto mais ligado à sua própria carreira, manifestando oposição ao regime de Netanyahu e a forma como este lida com a questão palestina, dando a entender que só volta se Netanyahu perder as eleições desse ano.
O regime de Netanyahu é um estudo de caso perfeito sobre como destruir a reputação internacional de um país, secundado pelo exemplo de Donald Trump, maior aliado de Israel, nos Estados Unidos. Diversas pesquisas mostram que a simpatia pelo estado de Israel progressivamente diminui no mundo inteiro.
Isaac Carneiro Victal

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