Com dois programas distintos em junho, a Companhia reúne grandes nomes da dança clássica e contemporânea na Temporada 2026 — “Como Quem Sonha”
A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) - corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa – volta ao palco do Teatro Sérgio Cardoso para sua tradicional temporada de apresentações na casa. O espaço - que também é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) - receberá dois programas distintos, que serão apresentados de 4 a 7 e de 11 a 14 de junho, compostos por obras que transitam entre o clássico e o
contemporâneo, e revelam diferentes estados de imaginação, presença e transformação.
Além dos espetáculos, a programação inclui as já conhecidas atividades educativas, com espetáculos gratuitos, palestras e ações de acessibilidade, com audiodescrição das obras e intérprete de libras. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos a partir de R$ 32,50 (meia entrada) pelo site: https://spcd.com.br/ingressos/
Programação da 1ª semana
Intitulada ‘Como Quem Sonha’, esta temporada foi inspirada pelo verso de Hilda Hilst ao evocar um corpo capaz de imaginar enquanto atravessa o mundo.
“Fazei com que eu me mova
como quem sonha.”
Hilda Hilst - Amavisse
“Movemo-nos como quem sonha. Esta temporada convoca a força delicada que Hilda Hilst evoca ao desejar um corpo capaz de imaginar enquanto atravessa o mundo. Entre arquétipo, rito, identidade e luz, as criações de 2026 constroem um território onde o sonho é estado ampliado de percepção e de presença — um gesto que insiste, resiste e transforma”, conta Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.
As apresentações têm início em junho, quando a SPCD sobe ao palco do Teatro Sérgio Cardoso com dois programas diferentes. De 4 a 7 de junho, com sessão de quinta e sexta, às 20h; sábado, às 16h e às 20h; e domingo, às 16h, o público confere a versão completa do clássico O Lago dos Cisnes, por Mario Galizzi, a partir de Marius Petipa (1818-1910) e Lev Ivanov (1834-1901). Nesta semana, o elenco conta ainda com a participação da São Paulo Companhia Jovem de Dança, que nasce a partir do Curso de Especialização em Dança: Intérprete-Criador Clássico e Contemporâneo da São Paulo Escola de Dança - também um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, com gestão da APD e direção artística de Inês Bogéa. Formada por 20 jovens bailarinos, a proposta da Cia. Jovem é articular a prática artística, o aprofundamento técnico e a reflexão sobre a cena, estruturando uma trilha formativa contínua voltada ao mundo do trabalho da dança.
O Lago dos Cisnes é um dos balés mais emblemáticos da história da dança. Ambientada na corte, a obra acompanha o príncipe Siegfried, que, ao atingir a maioridade, precisa escolher uma esposa para assumir o trono. Durante uma caçada, ele conhece Odette, jovem enfeitiçada pelo mago Rothbart a viver como cisne branco durante o dia, podendo retomar sua forma humana apenas entre a meia-noite e a aurora.
Apaixonado, Siegfried promete selar seu amor por Odette no baile em que escolherá sua noiva. Porém, Rothbart engana o príncipe ao transformar sua filha Odile, o Cisne Negro, na imagem de Odette. Iludido, Siegfried jura amor à jovem errada e quebra sua promessa. Ao descobrir o engano, parte em busca de Odette e enfrenta Rothbart em um confronto decisivo, impulsionado pela força de seu amor.
Programação da 2ª semana
Na semana seguinte, de 11 a 14 de junho, na quinta, sexta, e sábado, às 20h; e no domingo, às 16h, o público pode assistir Indigo Rose, de Jiří Kylián; Agora, de Cassi Abranches; e a estreia de O Som da Chuva, de Joëlle Bouvier.
Após o sucesso nacional e internacional de Odisseia, Joëlle Bouvier cria sua segunda obra para a São Paulo Companhia de Dança. Em O Som da Chuva, a coreógrafa constrói um percurso poético sobre estados emocionais provocados pelo amor, a partir de figuras femininas marcadas pelo desejo, pela memória e pela metamorfose. Inspirada pela potência dos bailarinos da SPCD e pela força da natureza brasileira, a criação apresenta quadros cênicos conduzidos pelos movimentos e pela presença dos intérpretes.
Elementos simples — como balões, tecidos, objetos cotidianos e um antigo gramofone — compõem um universo visual delicado e onírico. A trilha sonora reúne trechos de obras de Alfred Schnittke (1934–1998), Arvo Pärt (1935), Johann Sebastian Bach (1685–1750), Gija Kancheli (1935–2019), Francisco Canaro (1888–1964), Juan d’Arienzo (1900–1976), Luiz Bonfá (1922–2001), Antonio Maria (1921–1964) e Lucas Warin. Paisagens sonoras de tempestade, vento, chuva e pássaros ampliam a dimensão sensorial da cena e conduzem atmosferas que transitam entre
melancolia, humor, delicadeza e intensidade dramática. Os figurinos leves e sobrepostos assinados por Fábio Namatame, em diálogo com a iluminação de Caetano Vilela, reforçam o ambiente poético e imaginativo da cena. Sem recorrer a uma narrativa linear, a obra aproxima abstração, teatralidade e poesia visual, percorrendo estados entre sonho, memória, transformação e imaginação.
“Os bailarinos da São Paulo Companhia de Dança me inspiraram profundamente. Existe neles uma potência física e humana muito rara, e foi a partir dessa presença que comecei a construir personagens e situações que transitam entre delicadeza, intensidade e imaginação”, conta a coreógrafa.
Em Indigo Rose, Jiří Kylián explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê. Criada para celebrar o 20º aniversário do Netherlands Dance Theater II, esta é a terceira peça de Jiří Kylián a compor o repertório da SPCD, ao lado de Sechs Tänze e Petite Mort.
Já Agora, terceira criação de Cassi Abranches para a São Paulo Companhia de Dança, explora a palavra tempo em seus possíveis significados: musical com dinâmicas e sonoridades; cronológico com lembranças e expectativas; temperatura com diferentes graus e intensidades. A coreógrafa esculpe os movimentos no corpo de cada bailarino a partir dos ritmos musicais da trilha composta por Sebastian Piracés, que utiliza bateria e elementos de percussão afro-brasileiros, misturados ao rock contemporâneo e ao canto. A obra recebeu o Prêmio APCA de Melhor Coreografia de 2019.
Atividades Educativas
Quarenta e cinco minutos antes dos espetáculos, o público interessado em se aprofundar nas histórias e nos bastidores das criações poderá conversar com a diretora da Companhia, Inês Bogéa, em palestras gratuitas sobre os processos
criativos das obras. As conversas têm duração de cerca de 30 minutos e, aos sábados, contará com a presença de intérpretes de libras.
Ministério da Cultura apresenta: São Paulo Companhia de Dança via Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Itaú e Laranjinha Itaú. Apoio: BS2. Parceria: Giuliana Flores e Linktel. Realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil ao lado do povo brasileiro.
Serviço e Fichas Técnicas
Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01326-010
Capacidade física: 835 lugares
Acessibilidade: Sim
Ingressos: balcão – R$ 65 (inteira), plateia lateral – R$ 80 (inteira) e plateia central – R$ 90 (inteira) | à venda via Sympla ou pelo site https://spcd.com.br/ingressos/
Programa 1: de 4 a 7 de junho
Horários: quinta, sexta, às 20h | sábado, às 16h e às 20h| domingo às 16h Link para compra: https://bileto.sympla.com.br/event/120465
Classificação: Livre Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1oPYz7-7FpwargJ9_YMGrdq8Jttx91esj?usp=sharing
O Lago dos Cisnes (2018)
Coreografia: Mario Galizzi, a partir de Marius Petipa (1818-1910) e Lev Ivanov (1834-1901) Assistente de Coreografia: Sabrina Streiff
Professora de Dramaturgia: Vivien Buckup
Música: Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) com partitura revisada por Riccardo Drigo (1846-1930)
Figurinos: Fábio Namatame | 1ª e 3ª cenas, todos | 2ª cenas, homens Tânia Agra | 2ª e 4ª cenas, tutus e bruxo | 3ª cena, Odille
Cenografia: Marco Lima
Assistente de Cenografia: César Bento
Visagismo: Augusto Sargo
Iluminação: Wagner Freire
Programa 2: de 11 a 14 de junho
Horários: quinta, sexta e sábado às 20h | domingo às 16h Link para compra: https://bileto.sympla.com.br/event/120464
Classificação: Livre Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1oLxoPP5lvvG3PAMfm_u8JRwSWX-kN5ut?usp=sharing
Indigo Rose (2015)
Coreografia e cenografia: Jiří Kylián Remontagem: Amos Ben Tal Músicas: Robert Ashley, Factory Preset; FranÇois Couperin, Plainte des Memes; John Cage, Three Dances for Two Prepared Pianos: Dance No. 1; J.S. Bach, Das wohltemperierte Klavier: Fugue No. 8 in E-Flat minor. Figurino: Joke Visser Desenho de Luz (original): Michael Simon Desenho de Luz (novo): Kees Tjebbes (Nederlands Dans Theater II, 2005) Câmera: Hans Knill Edição: Rob de Groot – Videoshot MultiMedia
Agora (2019)
Coreografia: Cassi Abranches
Música: Sebastian Piracés
Iluminação: Gabriel Pederneiras
Figurinos: Janaína Castro
O Som da Chuva (2026) Coreografia: Joëlle Bouvier
Músicas: Piano Quintet: II. In Tempo di valse, de Alfred Schnittke (1934–1998); Wenn Bach Bienen Gezüchtet Hätte, de Arvo Pärt; Ragga Samba, de Percussion Brazil - Maestro João Batista Martins; Batida do Pelô, de Percussion Brazil - Maestro João Batista Martins; Waltz B, de Lucas Warin; Storm concerto, de Lucas Warin; Soñar y Nada Mas, de Francisco Canaro (1888–1964) e Ivo Pelay (1893–1959); FRANCIA, de Octavio Barbero (n/d–1948) e Carlos Pesce (1901–1975); Brandenburg concerto Nº4, G Major, BWV 1049: II. Andante, de Johann Sebastian Bach (1685–1750); Light Sorrow, de Giya Kancheli (1935–2019), e Manhã de Carnaval, de Luiz Bonfá (1922–2001) e Antonio Maria (1921–1964).
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Caetano Vilela
SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
A São Paulo Companhia de Dança se destaca pela sua versatilidade e inovação, desde sua criação em 2008, pelo Governo do Estado de São Paulo. Gerida pela Associação Pró-Dança, é dirigida por Inês Bogéa e codirigida por Milton Coatti. Reconhecida pela crítica como uma das mais prestigiadas companhias da América Latina, seu repertório abrange tanto criações exclusivas, quanto remontagens de grandes obras da dança mundial. Com apresentações que atravessam fronteiras, a Companhia leva sua arte a diversos públicos, tanto no Brasil, quanto no exterior. Já foi assistida por um público superior a 2 milhões de pessoas em 22 diferentes países, passando por cerca de 190 cidades em mais de 1.400 apresentações, acumulando
mais de 50 prêmios e indicações nacionais e internacionais. Além disso, ações educativas e projetos voltados à preservação e difusão da memória da dança são parte essencial de sua missão, perpetuando esse legado cultural para as futuras gerações. São Paulo Companhia de Dança: excelência que inspira, movimento que transforma.
DIREÇÃO ARTÍSTICA | Inês Bogéa é doutora e pós-doutoranda em Artes, com atuação na interseção entre dança, educação e gestão cultural. Bailarina, documentarista, escritora, palestrante e professora, é reconhecida como uma líder multifacetada na dança e na educação, com vasta experiência na gestão, criação e implementação de projetos culturais, sociais e educacionais de grande impacto.
Desde 2008, é diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, onde já dirigiu mais de 1.400 espetáculos realizados em 22 países. Desde 2021, também atua como diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança, destacando-se por sua atuação voltada à inclusão social e à formação de mais de 1.300 estudantes por ano.
É diretora artística da Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP), realizada pela Associação Pró-Dança em parceria com o Itaú Cultural, e foi responsável por iniciativas como o curso Dança para Educadores do Sesc-SP. Atua ainda como colaboradora regular em veículos como a Revista CONCERTO, sendo co-criadora da coluna “Dança em Diálogo”. Na área acadêmica, leciona na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB).
Ao longo de sua trajetória, recebeu a Medalha Tarsila do Amaral, concedida pelo Governo do Estado de São Paulo por sua contribuição artística, foi nomeada pela Critic’s Choice of Dance Europe e condecorada com o título de Chevalière de l’Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura da França.
SOBRE O TEATRO SÉRGIO CARDOSO
Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.
Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.
SOBRE A AMIGOS DA ARTE
A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas

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