Com regência do maestro Jonathan Girard e solos do pianista Guigla Katsarava, espetáculo une música, luz e projeções visuais, além de contar com participações do Coro Sinfônico da OSPA e do pianista Fernando Rauber
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) — fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS) — convida o público a embarcar em uma viagem épica e sensorial através das obras-primas de Alexander Scriabin e Gustav Holst nos dias 18 e 19 de julho. No sábado (18), a apresentação ocorre às 17h, e no domingo (19), às 11h, no Complexo Cultural Casa da OSPA. O concerto “Prometeu e os Planetas” tem regência do canadense-americano Jonathan Girard, e combina em seu programa a grandiosa suíte “Os Planetas”, de Holst, e “Prometeu, o poema do fogo”, de Scriabin. Desde seu lançamento, “Os Planetas” inspirou músicas que vão de trilhas sonoras oscarizadas a clássicos do rock. Já a obra de Scriabin traz o “teclado de luzes”, lendário instrumento imaginado pelo compositor há mais de 100 anos. A partir da pesquisa do pianista franco-georgiano Guigla Katsarava, o pianista brasileiro Fernando Rauber projetou o instrumento especialmente para a apresentação da OSPA, da qual ambos músicos participam como solistas. Fernando Ochôa cuida da iluminação especial do concerto, que também conta com o Coro Sinfônico da OSPA. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, com valores entre R$15 e R$70.
Em “Prometeu, o poema do fogo”, composta em 1910 por Alexander Scriabin (1872-1915), som e luz se unem em uma intensa experiência sensorial, que traz um instrumento idealizado pelo compositor: a “tastiera per luce”, ou “teclado de luzes”. A base para o desenvolvimento do instrumento foi o trabalho de pesquisa e resgate das indicações originais precisas do compositor russo, realizado por Guigla Katsarava, que as traduziu diretamente de uma rara partitura original de 1913.
Com uma sólida carreira como pianista e pedagogo, Katsarava toca o piano de cauda no concerto: “A orquestra representa o Universo inteiro, enquanto o piano encarna o Homem. É a história de um destino: a partir de um acorde, emergem motivos que se metamorfoseiam, marcando os estágios de uma trajetória selada com o Universo”, comenta o solista. Scriabin via a música de forma mística, aplicando princípios da teosofia, visão preconizada por Madame Blavatsky, e ideias de Friedrich Nietzsche às suas últimas composições. O título da obra faz referência ao mito grego do titã que criou o homem e desafiou Zeus ao apresentar o fogo aos humanos.
Para as apresentações da OSPA, o pianista e professor do Departamento de Música da UFRGS Fernando Rauber desenvolveu um programa de computador — a partir do resgate feito por Katsarava — controlado por um teclado eletrônico, que gera efeitos visuais em resposta às notas tocadas no instrumento. Esses efeitos irão interagir com a iluminação especial que tomará conta da Sala Sinfônica, feita por Fernando Ochôa. “O compositor sempre indica duas cores: uma cor base, que representa estágios mais amplos da obra, e uma cor que se transforma de acordo com o movimento harmônico”, explica Rauber. A segunda cor se baseia em um conjunto de notas usadas com frequência por Scriabin, conhecido como “Acorde Místico”.
A suíte “Os Planetas”, do inglês Gustav Holst (1874-1934), completa o programa. Composta entre 1914 e 1916, a obra influenciou trilhas sonoras indicadas ao Oscar, como a da franquia “Star Wars”, composta por John Williams, e de “Gladiador”, de Hans Zimmer, além bandas de rock como Led Zeppelin e Black Sabbath. Inspirado nas características de cada planeta como definidas pela astrologia, Holst intercala momentos grandiosos e calmos em uma “experiência musical imersiva”, como define o diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt, que é potencializada pela participação do Coro Sinfônico da OSPA. Schmiedt, que idealizou a apresentação, completa: “Holst não apenas descreveu o cosmos; ele moldou a forma como ouvimos o Universo”.
“‘Os Planetas’ de Holst usa o sistema solar como um espelho da alma humana, e o meu movimento favorito, ‘Jupiter’, é onde essa alma soa mais feliz – uma alegria pura, sem reservas, o som de um compositor deixando a orquestra se regozijar através da expressão musical”, comenta o maestro Jonathan Girard. Substituindo Manfredo Schmiedt, anteriormente anunciado na regência do concerto, Girard volta à OSPA após reger “A Dama do Trompete” e o “Concerto do Presidente” em 2025, e elogiar a orquestra pelo “som audacioso e romântico e execução apaixonada”. Diretor de Orquestras na University of British Columbia e Diretor Artístico da Vancouver Youth Symphony Orchestra, Girard é Regente Convidado Principal da Filarmônica de Atenas, e teve passagens pela Melbourne Conservatory Orchestra, Vancouver Symphony Orchestra, Vancouver Island Symphony e a Okanagan Symphony Orchestra, sendo destaque também na televisão e rádio canadenses. Também conduziu a música de Slippages, uma obra que combina desenhos a tinta e dados do movimento de geleiras.
Antes da apresentação de sábado, dia 18, o público também é convidado para a palestra Notas de Concerto, que será ministrada pelo historiador Francisco Marshall a partir das 16h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA. Com entrada incluída no ingresso para o concerto, a palestra abordará em profundidade as obras de Scriabin e Holst, e contará com transmissão ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube, assim como a sessão de “Prometeu e os Planetas” do dia 18.
FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Prometeu e os Planetas
Série Especial
SÁBADO E DOMINGO, 18 E 19 DE JULHO DE 2026
Início do concerto: dia 18/7, às 17h, e dia 19/7, às 11h.
Palestra Notas de Concerto: dia 18/7, às 16h, com Francisco Marshall.
Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingressos: de R$15 a R$70. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.
Bilheteria: em sympla.com.br/casadaospa ou no Complexo Cultural Casa da OSPA nos dias do concerto, das 12h às 17h no sábado (18/7) e das 9h às 11h no domingo (19/7).
Estacionamento: gratuito, no local.
Transmissão ao vivo: no dia 18/7, às 16h (Notas de Concerto) e às 17h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Coro Sinfônico da OSPA
Solistas: Guigla Katsarava (piano) e Fernando Rauber (teclado de luzes)
Regente: Jonathan Girard
PROGRAMA
Alexander Scriabin | Prometeu, o poema do fogo, Op. 60, para piano, coro e orquestra
Intervalo
Gustav Holst | Os Planetas
Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Lei de Incentivo à Cultura
Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul Seguros, TMSA e Tramontina.
Apoio: Unimed, Imobi, Intercity, Ave Serra, Estação do Banho, Asiana e Danielle Camaratta. Promoção: Clube do Assinante.
Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal.
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