SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA ESTREIA NOVA CRIAÇÃO EM TEMPORADA NO TEATRO SÉRGIO CARDOSO

                         Agora, de Cassi Abranches - Crédito Silvia Machado - SPCD

De 11 a 14 de junho, a Companhia reúne obras de grandes nomes da dança contemporânea na segunda semana de apresentações na capital paulista

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) - corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa – realiza a segunda semana de apresentações no Teatro Sérgio Cardoso. Entre os dias 11 e 14 de junho, o espaço - que também é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) - recebe um programa contemporâneo composto por três obras que exploram diferentes estados de imaginação, presença e transformação.

Além dos espetáculos, a programação inclui as já conhecidas atividades educativas, com espetáculos gratuitos, palestras e ações de acessibilidade, com audiodescrição das obras e intérprete de libras. Os ingressos estão à venda e podem ser adquiridos a partir de R$ 32,50 (meia entrada) pelo site: https://bileto.sympla.com.br/event/120464

Intitulada ‘Como Quem Sonha’, esta temporada foi inspirada pelo verso de Hilda Hilst ao evocar um corpo capaz de imaginar enquanto atravessa o mundo.

“Fazei com que eu me mova

como quem sonha.”

Hilda Hilst - Amavisse

“Movemo-nos como quem sonha. Esta temporada convoca a força delicada que Hilda Hilst evoca ao desejar um corpo capaz de imaginar enquanto atravessa o mundo. Entre arquétipo, rito, identidade e luz, as criações de 2026 constroem um território onde o sonho é estado ampliado de percepção e de presença — um gesto que insiste, resiste e transforma”, conta Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.

O público poderá assistir a Indigo Rose, de Jiří Kylián; Agora, de Cassi Abranches; e à estreia de O Som da Chuva, de Joëlle Bouvier. As sessões acontecem na quinta, sexta e sábado, às 20h, e no domingo, às 16h.

Após o sucesso nacional e internacional de Odisseia, Joëlle Bouvier cria sua segunda obra para a São Paulo Companhia de Dança. Em O Som da Chuva, a coreógrafa constrói um percurso poético sobre estados emocionais provocados pelo amor, a partir de figuras femininas marcadas pelo desejo, pela memória e pela metamorfose. Inspirada pela potência dos bailarinos da SPCD e pela força da natureza brasileira, a criação apresenta quadros cênicos conduzidos pelos movimentos e pela presença dos intérpretes.

Elementos simples — como balões, tecidos, objetos cotidianos e um antigo gramofone — compõem um universo visual delicado e onírico. A trilha sonora reúne trechos de obras de Alfred Schnittke (1934–1998), Johann Sebastian Bach (1685–1750), Gija Kancheli (1935–2019), Francisco Canaro (1888–1964), Juan d’Arienzo (1900–1976), Luiz Bonfá (1922–2001), Antonio Maria (1921–1964) e Lucas Warin. Paisagens sonoras de tempestade, vento, chuva e pássaros ampliam a dimensão

sensorial da cena e conduzem atmosferas que transitam entre melancolia, humor, delicadeza e intensidade dramática. Os figurinos leves e sobrepostos assinados por Fábio Namatame, em diálogo com a iluminação de Caetano Vilela, reforçam o ambiente poético e imaginativo da cena. Sem recorrer a uma narrativa linear, a obra aproxima abstração, teatralidade e poesia visual, percorrendo estados entre sonho, memória, transformação e imaginação.

“Os bailarinos da São Paulo Companhia de Dança me inspiraram profundamente. Existe neles uma potência física e humana muito rara, e foi a partir dessa presença que comecei a construir personagens e situações que transitam entre delicadeza, intensidade e imaginação”, conta a coreógrafa.

Em Indigo Rose, Jiří Kylián explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê. Criada para celebrar o 20º aniversário do Netherlands Dance Theater II, esta é a terceira peça de Jiří Kylián a compor o repertório da SPCD, ao lado de Sechs Tänze e Petite Mort.

Já Agora, terceira criação de Cassi Abranches para a São Paulo Companhia de Dança, explora a palavra tempo em seus possíveis significados: musical com dinâmicas e sonoridades; cronológico com lembranças e expectativas; temperatura com diferentes graus e intensidades. A coreógrafa esculpe os movimentos no corpo de cada bailarino a partir dos ritmos musicais da trilha composta por Sebastian Piracés, que utiliza bateria e elementos de percussão afro-brasileiros, misturados ao rock contemporâneo e ao canto. A obra recebeu o Prêmio APCA de Melhor Coreografia de 2019.

Atividades Educativas

Quarenta e cinco minutos antes dos espetáculos, o público interessado em se aprofundar nas histórias e nos bastidores das criações poderá conversar com a diretora da Companhia, Inês Bogéa, em palestras gratuitas sobre os processos

criativos das obras. As conversas têm duração de cerca de 30 minutos e contam com a presença de intérpretes de libras.

Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo apresentam: São Paulo Companhia de Dança via Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Itaú e Laranjinha Itaú. Apoio: BS2. Parceria: Giuliana Flores e Linktel. Realização do Ministério da Cultura, Governo do Brasil ao lado do povo brasileiro, Prefeitura da Cidade de São Paulo e Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Serviço e Fichas Técnicas

Teatro Sérgio Cardoso

Endereço: R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01326-010

Capacidade física: 835 lugares

Acessibilidade: Sim

Ingressos: balcão – R$ 65 (inteira), plateia lateral – R$ 80 (inteira) e plateia central – R$ 90 (inteira) | à venda via Sympla ou pelo site https://spcd.com.br/ingressos/

Dias: de 11 a 14 de junho

Horários: quinta, sexta e sábado às 20h | domingo às 16h Link para compra: https://bileto.sympla.com.br/event/120464

Classificação: Livre Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1oLxoPP5lvvG3PAMfm_u8JRwSWX-kN5ut?usp=sharing

Indigo Rose (2015)

Coreografia e cenografia: Jiří Kylián Remontagem: Amos Ben Tal Músicas: Robert Ashley, Factory Preset; FranÇois Couperin, Plainte des Memes; John Cage, Three Dances for Two Prepared Pianos: Dance No. 1; J.S. Bach, Das wohltemperierte Klavier: Fugue No. 8 in E-Flat minor. Figurino: Joke Visser Desenho de Luz (original): Michael Simon Desenho de Luz (novo): Kees Tjebbes (Nederlands Dans Theater II, 2005) Câmera: Hans Knill Edição: Rob de Groot – Videoshot MultiMedia

Agora (2019)

Coreografia: Cassi Abranches

Música: Sebastian Piracés

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurinos: Janaína Castro

O Som da Chuva (2026) Coreografia: Joëlle Bouvier

Músicas: Lucas Warin (criação e produção) com músicas de Alfred Schnittke (1934–1998); Percussion Brazil, Lucas Warin, Francisco Canaro (1888–1964), Ivo Pelay (1893–1959); Octavio Barbero (n/d–1948), Carlos Pesce (1901–1975); Johann Sebastian Bach (1685–1750); Giya Kancheli (1935–2019) Luiz Bonfá (1922–2001) e Antonio Maria (1921–1964).

Figurino: Fábio Namatame

Iluminação: Caetano Vilela

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

A São Paulo Companhia de Dança se destaca pela sua versatilidade e inovação, desde sua criação em 2008, pelo Governo do Estado de São Paulo. Gerida pela Associação Pró-Dança, é dirigida por Inês Bogéa e codirigida por Milton Coatti. Reconhecida pela crítica como uma das mais prestigiadas companhias da América Latina, seu repertório abrange tanto criações exclusivas, quanto remontagens de grandes obras da dança mundial. Com apresentações que atravessam fronteiras, a Companhia leva sua arte a diversos públicos, tanto no Brasil, quanto no exterior. Já foi assistida por um público superior a 2 milhões de pessoas em 22 diferentes países, passando por cerca de 190 cidades em mais de 1.400 apresentações, acumulando mais de 50 prêmios e indicações nacionais e internacionais. Além disso, ações educativas e projetos voltados à preservação e difusão da memória da dança são parte essencial de sua missão, perpetuando esse legado cultural para as futuras gerações. São Paulo Companhia de Dança: excelência que inspira, movimento que transforma.

DIREÇÃO ARTÍSTICA | Inês Bogéa é doutora e pós-doutoranda em Artes, com atuação na interseção entre dança, educação e gestão cultural. Bailarina, documentarista, escritora, palestrante e professora, é reconhecida como uma líder multifacetada na dança e na educação, com vasta experiência na gestão, criação e implementação de projetos culturais, sociais e educacionais de grande impacto.

Desde 2008, é diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, onde já dirigiu mais de 1.400 espetáculos realizados em 22 países. Desde 2021, também atua como diretora artística e

educacional da São Paulo Escola de Dança, destacando-se por sua atuação voltada à inclusão social e à formação de mais de 1.300 estudantes por ano.

É diretora artística da Mostra Internacional de Dança de São Paulo (MID-SP), realizada pela Associação Pró-Dança em parceria com o Itaú Cultural, e foi responsável por iniciativas como o curso Dança para Educadores do Sesc-SP. Atua ainda como colaboradora regular em veículos como a Revista CONCERTO, sendo co-criadora da coluna “Dança em Diálogo”. Na área acadêmica, leciona na Universidade de São Paulo (USP) e na Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Ao longo de sua trajetória, recebeu a Medalha Tarsila do Amaral, concedida pelo Governo do Estado de São Paulo por sua contribuição artística, foi nomeada pela Critic’s Choice of Dance Europe e condecorada com o título de Chevalière de l’Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura da França.

SOBRE O TEATRO SÉRGIO CARDOSO

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.

Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.

SOBRE A AMIGOS DA ARTE

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em

seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

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