Cia Ballet Paraisópolis apresenta três coreografias em temporada gratuita no Teatro Sérgio Cardoso

 



Programa reúne Raymonda, Desiderium e a estreia de Quando Sou Muitos no dia 30 de setembro, em apresentação com entrada gratuita

A Cia Ballet Paraisópolis apresenta, no dia 30 de setembro, às 20h, no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Amigos da Arte, a Temporada 2026, programa que reúne três obras e propõe um encontro entre diferentes linguagens e perspectivas da dança. Com entrada gratuita, a apresentação traz Raymonda, em remontagem de Weverton Aguiar; Desiderium, de Thiago Bordin; e a estreia de Quando Sou Muitos, de Christian Casarin.

O programa parte da tradição do balé clássico e avança por criações neoclássicas e contemporâneas, abordando temas como memória, desejo, identidade e transformação. As três coreografias constroem um percurso que vai da permanência de uma tradição à experiência da ausência, chegando à multiplicidade de identidades e às possibilidades de transformação do corpo.

Uma das grandes obras do repertório clássico, Raymonda foi criada originalmente por Marius Petipa, com música de Alexander Glazunov, e ganha remontagem de Weverton Aguiar. A coreografia combina a técnica acadêmica do balé clássico com elementos das danças de caráter, especialmente de inspiração húngara. Marcada pelo rigor técnico e por variações de grande exigência para os intérpretes, a obra representa, no programa, a permanência e a transmissão da tradição entre gerações.

Na sequência, Desiderium, criação de Thiago Bordin, parte do termo latino associado ao desejo e ao sentimento de perda por algo que está ausente. A coreografia explora estados ligados à memória, à presença, à ausência e à permanência, tendo como trilha o segundo movimento do Concerto para Piano nº 5 em Mi Bemol Maior, Op. 73, de Beethoven, na interpretação de Krystian Zimerman, London Symphony Orchestra e Sir Simon Rattle.

A noite também marca a estreia de Quando Sou Muitos, coreografia de Christian Casarin que investiga um corpo que deixa de se reconhecer como unidade para se apresentar como território em constante transformação. Em cena, seis intérpretes atravessam estados, memórias e impulsos, enquanto identidades se desdobram, colidem e coexistem.

A criação conta com trilha original de Fernando Dalla Nora, construída a partir de vozes e depoimentos dos próprios intérpretes. Palavra, música e movimento estabelecem relações que ampliam os fluxos da dança e acompanham corpos que se reorganizam entre repetição e transformação.

A direção geral é de Monica Tarragó, direção de criação de Jum Nakao e codireção artística de Christian Casarin.

Sobre a Cia Ballet Paraisópolis
Criada em 2022, a Cia Ballet Paraisópolis é uma companhia profissional de dança que nasceu a partir do Ballet Paraisópolis, projeto sociocultural desenvolvido em Paraisópolis, em São Paulo. Sob direção geral de Monica Tarragó, a companhia desenvolve uma produção voltada à formação artística, à profissionalização na dança e à ampliação de seu repertório.

Seu elenco reúne bailarinos profissionais de diferentes trajetórias, incluindo artistas formados no próprio projeto. O repertório transita entre o balé clássico, o neoclássico e a dança contemporânea, combinando obras de repertório e novas criações.

Desde sua fundação, a companhia vem realizando apresentações em teatros e equipamentos culturais da capital e do interior paulista. Suas atividades são viabilizadas por leis de incentivo à cultura, editais e parcerias institucionais.

Ficha técnica
Direção geral: Monica Tarragó
Diretor de criação: Jum Nakao
Codiretor artístico: Christian Casarin
Produção geral: Associação Ballet Paraisópolis
Assistente de produção: Wellington Lucio
Coreógrafos: Marius Petipa, Thiago Bordin e Christian Casarin
Remontagem: Weverton Aguiar
Ensaiadores: Bruno Antunes, Guilherme Oliveira e Weverton Aguiar
Desenho de luz: Nicolas Marchi
Operação de luz: Danilo Mora
Operação de som: Laboratório Sonoro | Kleber Marques
Design de figurino: Thiago Bordin, Christian Casarin e Só Dança
Figurinos: Cleuza Figurinos e Só Dança
Comunicação: Lygia Contin e Wellington Lucio
Fotografia: Lygia Contin
Elenco: Adrian Barreto, Amanda Dalla, Elena Angeli, Fabrício Cestari, Geise Santos, Giovana Guimarães, Kauã Santos, Izabella Neves, Luiz Dias, Mariana Farias, Priscila Silva, Renan Rocha e Wellington Dambroski


Sinopses 

Raymonda

Sinopse: Raymonda é uma das grandes obras do repertório clássico e marca um importante momento na evolução do balé. Criada por Marius Petipa, a coreografia combina a técnica acadêmica do balé clássico com elementos das danças de caráter, especialmente de inspiração húngara, criando uma linguagem rica e sofisticada. Reconhecida por suas exigentes variações e pelo refinamento coreográfico, a obra permanece como um marco da tradição clássica e um desafio artístico para bailarinos e companhias em todo o mundo.

Remontagem: Weverton Aguiar a partir do original de Marius Petipa

Desenho de Luz: Nicolas Marchi

Compositor: Alexander Glazunov

Desenho de Figurino: Cleuza Figurinos

Duração: 20’

Desiderium

Sinopse: "Desiderium" é uma palavra latina que significa um desejo ou anseio ardente, especialmente um sentimento de perda ou pesar por algo perdido. Engloba um anseio profundo por algo que está ausente ou foi perdido, evocando uma sensação de tristeza e nostalgia.

Coreógrafo: Thiago Bordin

Desenho de Luz: Nicolas Marchi

Música: Krystian Zimerman, London Symphony Orchestra, Sir Simon Rattle - Piano

Concerto No. 5 in E Flat Major, Op. 73 “Emperor": II. Adagio un poco mosso

Desenho de Figurino: Thiago Bordin

Duração: 9'

Quando Sou Muitos

Sinopse: Quando Sou Muitos investiga um corpo que já não se reconhece como unidade, mas como território em permanente transformação. Em cena, seis intérpretes atravessam estados, memórias e impulsos, onde identidades se desdobram, colidem e coexistem. Com trilha original de Fernando Dalla Nora, voz, música e movimento estabelecem relações que ampliam e reconfiguram os fluxos da dança. Entre repetição e transformação, os corpos compartilham uma escrita em constante movimento, propondo uma experiência em que ser um é, inevitavelmente, ser muitos.

Coreógrafo: Christian Casarin

Ensaiadores: Bruno Antunes, Guilherme Oliveira e Weverton Aguiar

Desenho de luz: Nicolas Marchi

Composição Musical: Dallanoras

Design de Figurino: Christian Casarin e Só Dança

Figurino: Só Dança 

Duração: 22’

Serviço
Cia Ballet Paraisópolis – Temporada 2026
Data: 30 de setembro de 2026, quarta-feira, 20 horas
Ingressos: gratuitos, com assentos livres. Retirada na bilheteria do teatro a partir das 19h, uma hora antes da apresentação
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo – SP
Classificação: livre
Acessibilidade: intérprete de Libras e audiodescrição

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.

Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.

Sobre a Amigos da Arte
A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004.  Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em mais de 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

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