NÃO QUEREMOS FABIO MECHETTI NA DIREÇÃO DO MUNICIPAL DE SP! ARTIGO DE ISAAC CARNEIRO VICTAL NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.
Notícias foram veiculadas de que Fabio Mechetti estaria para suceder Roberto Minczuk como diretor de uma das mais tradicionais casas de ópera nacionais, o que vemos como repetição do mesmo erro.
Ambos não são primordialmente regentes de ÓPERA, são muito mais afeitos ao repertório sinfônico e já vimos como Minczuk teve o auge de sua carreira na OSESP, na posição de maestro convidado principal se não me engano, na época de Neschling. Agora Mechetti vive o auge de sua carreira como diretor principal da Filarmônica de Minas Gerais, querem então sobrecarregá-lo com outro cargo, num momento delicado como vou expor da orquestra mineira.
É óbvio que essas organizações sociais, tanto a que saiu como a que está entrado, pensam em markenting e propaganda. Acham que um nome de peso à frente é importante, mesmo se o escolhido não atuar com frequência no teatro de ópera.
A regência de ópera é em se tratando apenas do ponto de vista musical, das coisas mais difíceis, pela dificuldade em equilibrar massas instrumentais, corais e vozes solistas, em plena ação cênica! Sem falar nos problemas com a administração... Até mesmo um dois maiores regentes de ópera de todos os tempos, Carlo Maria Giulini, teve um momento em sua carreira em que se cansou das direções dos teatros e se recusou a conduzir espetáculos líricos!
Um maestro pode ser excelente no campo sinfônico, ex. Leonard Bernstein e ter poucas óperas no repertório. O lugar de Roberto Minczuk é a OSESP, seria muito melhor lá do que esse regente cacofônico Thierry Fischer, esse maestro que faz um naipe atropelar o outro quase o tempo inteiro!
Fabio Mechetti deve continuar em Minas. A orquestra que já teve solistas como Joshua Bell, e Leon Fleisher em suas primeiras temporadas, hoje passa o ano inteiro recebendo poucos solistas e maestros convidados, por contenção de despesas. Na maioria dos concertos quando o titular não está à frente do conjunto, é seu assistente José Soares quem está no pódio. Transmitem poucas apresentações realizadas na Sala Minas Gerais pela internet. A Filarmônica quando sai de BH é para oferecer concertos de peças populares para orquestra, uma vez ou outra em cidades do interior.
Nos seus primeiros anos, a Filarmônica de MG vinha todo ano se apresentar no Cine Theatro Central da minha cidade Juiz de Fora, foi o lugar onde mais se apresentaram fora da cidade sede, com o mesmo programa e solistas que tocavam em BH. Já fazem 12 anos que não aparecem mais por aqui para nada! Se essa orquestra mineira na opinião de muitos, eu inclusive, toca tão bem ou até melhor que a OSESP, o conjunto mineiro tem muito menos dinheiro que a sua contraparte paulista, nunca em Minas vimos temporadas recheadas com os solistas e maestros internacionais que se apresentam nas temporadas da agrupação sediada na Sala São Paulo.
Então, para "salvar" o Municipal de SP, Mechetti teria que deixar de dar atenção preferencial ao grande projeto de sua vida, sem garantia de sucesso no novo cargo, correndo o risco de ser acusado de abandonar a "sua" orquestra à própria sorte!
Sobre a maestrina Ligia Amadio, citada em muitos comentários aqui no blog como nome interessante, vale o mesmo, o lugar dela seria num cargo como maestrina convidada principal da OSESP por exemplo, ela não é uma regente de ópera fundamentalmente. Lamentável que Ligia tem sido muito menosprezada em seu próprio país, a OSESP por exemplo nem sequer a convida desde o início dos anos dois mil para apresentações, mas ela tem feito carreira por diversos países da América Latina, onde foi mais reconhecida do que em seu próprio país. Foi demitida do Palácio das Artes e logo encheu sua agenda com concertos na Argentina e no México.
Isaac Carneiro Victal.
Então, para "salvar" o Municipal de SP, Mechetti teria que deixar de dar atenção preferencial ao grande projeto de sua vida, sem garantia de sucesso no novo cargo, correndo o risco de ser acusado de abandonar a "sua" orquestra à própria sorte!
Sobre a maestrina Ligia Amadio, citada em muitos comentários aqui no blog como nome interessante, vale o mesmo, o lugar dela seria num cargo como maestrina convidada principal da OSESP por exemplo, ela não é uma regente de ópera fundamentalmente. Lamentável que Ligia tem sido muito menosprezada em seu próprio país, a OSESP por exemplo nem sequer a convida desde o início dos anos dois mil para apresentações, mas ela tem feito carreira por diversos países da América Latina, onde foi mais reconhecida do que em seu próprio país. Foi demitida do Palácio das Artes e logo encheu sua agenda com concertos na Argentina e no México.
Isaac Carneiro Victal.

Comentário publicado no facebook: "Antonio Carlos Mello Pereira
ResponderExcluirCaro Issac, de fato o maestro Mechetti não é conhecido pels especialização em ópera, o que precisa ser bem esclarecido é se o perfil da OSM - FTM terá como prioridade fazer e promover Ópera, espetáculo líricos o que a meu ver é a vocação natural desse equipamento cultural. Isso já de cara implica em maiores custos. Durante minha vida na OSM fizemos temporadas muito "ricas" artisticamente com muita verba, "pobres" artisticamente com muita verba, "ricas" artisticamente com pouca verba e por ai vai. A questão que permanece é: continuidade de um projeto artístico atendendo a vocação desse organismo cultural da cidade, e é urgente discutir formas de patrocínio, auto gestão e financiamento, enquanto ficarmos com 90% de dependência de verba publica estaremos a mercê de situações políticas e econômicas nacionais e regionais. As leis de incentivo ( embora necessarias) castram possibilidades de independência artisticamente e administrativas."
O argumento é válido, só não temos muitas opçoes para regentes com perfil operístico. No caso teria que ser o Luiz Fernando Malheiro.
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