OS CENÁRIOS, ADEREÇOS, FIGURINOS . E AS REPOSIÇÕES ? ARTIGO DE MARCUS GÓES NO BLOG DE ÓPERA E BALLET.

Assim ocorre em todos os grandes teatros do mundo.


Há muito tempo, ou melhor, há muitíssimo tempo, sem que o MINISTÉRIO PÚBLICO, O GOVERNO DO ESTADO, OS PODERES E AS AUTORIDADES ME OUÇAM, venho lutando com UMA DAS ÚNICAS ARMAS que possuo, que é aquilo que escrevo e publico, para que, como aqui já citei, o TMRJ CONSERVE, GUARDE, RECONSTITUA E USE OUTRAS VEZES, NO QUE EM TEATRO SE CHAMA “REPOSIÇÃO”, OS CENÁRIOS, ADEREÇOS E FIGURINOS DE ESPETÁCULOS ENCENADOS EM QUALQUER PALCO E QUE SEJAM DE SUA PROPRIEDADE. A outra arma é a via judicial em ação popular, já que se trata de patrimônio público.
Assim ocorre em todos os grandes teatros do mundo. Ainda agora em 2013 a própria LA SCALA homenageou os bicentenários de nascimento de Verdi e Wagner, com DEZOITO reposições em VINTE E SETE ESPETÁCULOS. Esta proporção foi aproximadamente mantida no MET de NYC, no COLÓN de Buenos Aires, e em VÁRIOS TEATROS IMPORTANTES DE TODO O MUNDO.
As reposições são fundamentais para os teatros de ballet e de ópera. Se um teatro tem guardados e conservados uma LA BOHÉME, um DON GIOVANNI, uma VALQUIRIA, uma FLAUTA MÁGICA, um RIGOLETTO, uma TOSCA, uma SALOME, etc., qualquer um ou dois destes títulos poderá voltar à cena SEM CUSTOS, e para agrado geral. Com trinta títulos guardados e conservados, será sempre possível uma alternância que tornará possível montar temporadas de pelo menos cinco óperas por ano SEM GASTOS COM CENÁRIOS, FIGURINOS E ADEREÇOS.
No TMRJ, estranhamente só há alguns ballets conservados desde os anos 80, que voltam regularmente QUASE TODOS OS ANOS, como por exemplo este QUEBRA-NOZES que está sendo agora encenado, o que vem sendo feito desde 1981, com reposições em 1983, 1984, 1985, 1986, 1992, 1994, 1999, 2001, 2007, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014. Os ballets GISELLE, DON QUIXOTTE, COPPÉLIA, O LAGO DOS CISNES são levados ao palco completos também quase todo ano, com alternâncias. À frente dessas reposições está sempre o nome de DALAL ACHCAR, que se apresenta e é aceita como a comandante geral dessas reposições dos ballets.
Das óperas, já cansei de perguntar onde e como se encontram cenários, figurinos e adereços PERTENCENTES AO TMRJ, sem receber resposta concreta: “estão na Rua tal número tal.” Assim, em pouco espaço de tempo, o público do TMRJ viu óperas recentemente encenadas novamente levadas ao palco sem o menor vestígio de reposição, como La Bohème, Rigoletto, Madama Butterfly com cenários de Tomie Ohtake. Praticamente não houve reposições desde o início da presidência atual em 2007.
Por que voltam aqueles ballets e não as óperas ?
FELIZ ANO NOVO A TODOS.
MARCUS GÓES- 30/12/2014

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