PIANISTA FABIO MARTINO BRILHA AO LADO DA OSESP. CRÍTICA DE MARCO ANTÔNIO SETA NO BLOG DE ÓPERA E BALLET.

    
    A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo apresentou no domingo, 12 de julho às 16H00  seu concerto da série Jequiitibá, numa tarde ensolarada e de casa plena. A Abertura Trágica em ré bemol, op. 81, de Johannes Brahms (1833-97) tem contexto imediato com a Abertura para um Festival Acadêmico, contrapondo-se em seu clima de inspiração. Enquanto esta é de caráter alegre, a Trágica, defronta-se com uma vertente séria. Sua escrita é bastante ousada pois muda, em seu tema principal,  de tonalidade de ré bemol para maior em uma orquestração nos moldes tradicionais clássicos, sem maiores  invencões ou acréscimos instrumentais; cuja leitura de Marin Alsop não ultrapassou ao linear. 
        Sergei Rachmaninov (1873-1943) dizia: Minha música é o produto de meu temperamento...e, por conseguinte, é russa...seja amor, amargura, sofrimento ou religião; esses sentimentos tornam-se parte de minha música e ela se torna bela, amarga, triste ou religiosa". A partir de um seguro tema "clássico", o Caprice de Paganini (op.1 nº 24), Rachmaninov compôs a Rapsódia sobre um tema de Paganini para piano e orquestra op. 43 concluída em agosto de 1834.Composta em 24 variações ele iluminou o tema de Caprice  até o último recanto, fazendo um arco de extremo virtuosismo-prestissimo até entrar nos rituais. Ouvimos ao piano Fabio Martino, um verdadeiro talento brasileiro, jovem de vinte e seis anos de idade,  capaz de traduzir através de virtuosidade e apurada técnica pianística, a poesia e elegia na expressão, enlevados de indescritível sonoridade que varia, entre o pianissimo e os ataques mais fortes e profundos, do clima lírico ao ligeiro.Acompanhou-o a OSESP na sensualidade das cores da orquestração escrita. Alvo dos maiores aplausos do concerto;  Martino concedeu bis com Liebestraum (Sonho de Amor), de Franz Liszt. 
         Richard Strauss (1864-1949) com sua ópera "O Cavaleiro da Rosa!!", op. 59 .Sua Suíte de 1910 nos foi apresentada: Aproveitando o terceiro ato para compor uma série de valsas ela se compõe de Prelúdio: Con Moto Agitato; apresentação da Rosa Prateada: Allegro Molto; Valsa do Barão Ochs: Tempo di Valse; É um sonho: Moderato e Molto Sostenuto; Valsa Mais Rápido: Molto Con Moto. Foi aqui que Marin Alsop conquistou o público presente arrancando efusivos aplausos com uma regência competente, determinada e vibrante, extraindo dos músicos ampla musicalidade e expressão artística. Com esta peça ela completou também o programa no sábado, 11de julho,  o concerto no Festival Internacional de Música de Campos do Jordão. Mas o pianista não estava incluído inicialmente, pois já havia interpretado a Rapsódia junto à Orquestra Sinfônica Jovem Estadual, também com grande êxito. 
 
Escrito por Marco Antônio Seta em 13 de Julho de 2015.
Inscrito Jornalista sob nº 61.909 MTB / SP

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