" SUOR ANGELICA", DE PUCCINI NO ÓPERA DE ARAME.



Suor Angelica é uma ópera de um ato, composta por Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano.
Estreou no Metropolitan de New York em dezembro de 1918, juntamente a outras duas operas de um ato, “Il Tabarro” e “Gianni Schicchi”, formando assim “Il trittico” (O triptico). Trata-se de um projeto no qual Puccini estava pensando fazia algum tempo: reunir em uma única noite os três aspectos fundamentais da linguagem teatral: o trágico, o lírico e o cômico.
É possível que a ideia tenha nascido do fato de que uma irmã de Puccini, Iginia, fosse freira no convento de Vicopelago, nas colinas de Lucca. Neste convento ele mesmo tocou a ópera pela primeira vez, em 1917. É interessante a carta com a qual ele descreve essa visita: “Contei para elas, com trepidação e precaução, o tema embaraçoso. As freiras todas atentas, comovidas e em lágrimas exclamaram ‘coitadinha, como foi infeliz’, Deus misericordioso, com certeza a acolheu no céu! E outras frases tenras e comoventes. Eu achei que ficariam escandalizadas, esperava alguma frase de repreensão, por causa do atrevimento da trama. Ao contrário, encontrei somente piedade e uma generosa simpatia cristã, perfumada de um verdadeiro e edificante sentimento religioso”.

Sinopse
A história se passa no fim do sec. XVII, em um convento da Toscana. Suor Angelica alcança as irmãs que rezam na pequena igreja. A irmã Monitora aplica as duras regras da vida de clausura, punindo duas irmãs leigas, responsáveis por alguma falha. As freiras falam de seus pequenos desejos, somente suor Angelica diz não ter nenhum, mas todas sabem que está mentindo. De origem nobre, ela foi mandada para o convento por punição e não tem notícias de sua família desde que chegou, há 7 anos. Aparentemente resignada, sofre na realidade pelo silêncio da família.
As irmãs de Caridade, voltando de suas buscas, anunciam que uma luxuosa carruagem parou na entrada do convento. Angelica fica ansiosa e a campainha anuncia uma visita: a Abadessa chama suor Angelica, entra a velha Tia Princesa, que pede com altivez para assinar a renúncia ao patrimônio de sua família, por ela administrado, em virtude do iminente casamento da irmã de Angelica, Anna Viola. Casamento que, segundo ela, tirara a desonra na qual Angelica jogou a família, ao ter tido um filho fora do casamento.
Suor Angelica quer noticias do filho que tiraram de seus braços logo que nasceu, mas a impassível e cruel tia, revela que a criança morreu há dois anos, vítima de uma grave doença. A tia se retira, Suor Angelica cai em desespero e decide se suicidar.
Conhecedora de plantas e flores, prepara então, uma poção de ervas venenosas e a ingere. Imediatamente se arrepende de seu gesto, mas é tarde demais. Implora então para “Nossa Senhora”, pedindo que envie um sinal de perdão, e acontece o milagre: a igreja se ilumina de uma luz imensa e aparece “Nossa Senhora”, com uma criança, seu filho, Angelica está perdoada.

Alessandro Sangiorgi – maestro
Alessandro Sangiorgi
Alessandro Sangiorgi
Nascido em Ferrara, Italia, formado pelo Conservatorio de Milão, iniciou sua carreira internacional em Israel em 1989, regendo a Jerusalem Symphony Orchestra. Em seguida (1990-1993), foi convidado como Maestro Residente pelo Teatro Municipal de São Paulo. No Brasil, regeu também a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Brasileira, a OSUSP, a OSUEL, aOrquestra Sinfônica da Bahia, a OER, aOrquestra Sinfônica Municipal de Campinas, aOrquestra Sinfônica de Porto Alegre, aOrquestra Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Goiàs, Orquestra Sinfnica do Theatro São Pedro (São Paulo), Orquestra Sinfonica do Theatro da Paz (Belém) e, de 1995 a 1998, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Principal Regente Convidado.
Apresenta-se regularmente na Europa, tendo sido convidado pelo Stadttheater de St.Gallen (Suíça), Teatro Nacional de Split (Croácia), Orchestra Regionale ToscanaOrquestra Filarmonica de Estado “Dinu Lipatti” (Romênia), Teatro Nacional de Belgrado (Sérvia), Teatro Nacional da Moravia-Silesia (Rep. Tcheca), Teatro Nacional de Bratislava (Rep. Eslovacca), Orquestra Sinfônica de Krasnoyarsk (Russia), Teatro dell’Opera di RomaOrchestra Sinfônica Siciliana (Palermo, Italia).
De 2002 a 2010, foi Regente Titular e Diretor Artistico da Orquestra Sinfônica do Paranà, tendo sido responsável pelo ampliação do repertório sinfônico, por varias estreias mundiais e pelo retorno das montagens de ópera. Em dezembro de 2009, foi agraciado pelo Presidente da República Italiana com o título de “Cavaliere dell’Ordine della Solidarietà”, concedido pelos méritos artísticos conseguidos no Exterior.
De 2011 a 2012, foi Principal Guest Conductor na Opera Nacional de Sofia(Bulgária), com a qual estreou no Japão, apresentando “Tosca”, de Puccini, e “Cavalleria Rusticana”, de Mascagni, em 11 cidades, incluindo Tóquio, no famoso Bunka Kaikan Hall. Em 2015, foi convidado como novo Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Universidade Estadual de Londrina.
Durante sua carreira, colaborou com importantes artistas internacionais, como Nélson Freire, Eva Marton, Cecilia Gasdia, Francesca Patanè, Julio Bocca, Ana Botafogo, Carla Fracci, Luciana Savignano.

Ana Paula Brunkow
Ana Paula Brunkow
Ana Paula Brunkow
A soprano Ana Paula Brunkow possui uma voz que se diferencia por sua unicidade de timbre e cor. Soprano lírico PIENO com coloratura, consegue interpretar diversos personagens do seu vasto repertório com facilidade nos registros médios, graves e agudos com grande riqueza de harmônicos, com uma tessitura homogênea. Possui uma “voz sonora que se projeta e se sente sendo muito eficaz no grande espaço teatral”.
Nascida em Curitiba, iniciou seu estudos de música aos 8 anos estudando piano com os professores e cantores Neyde Thomas e Rio Novello. Solista em diversos concertos nos quais interpretou Santuzza (Cavalleria Rusticana), Leonora (Il Trovatore), Elizabeta (Don Carlo), Elvira (Ernani), Floria Tosca (Tosca) , La Forza Del Destino, Villa Lobos – Invocação em Defesa da Pátria, Adriana Lecouvreur, Don Giovanni entre outros com o Coral Lírico do Teatro Guaira e Orquestra Sinfônica do Paraná em Curitiba sob a regência dos Maestros Emanuel Martinez , Alessandro Sangiorgi e Andrea Di Mele.
Em 1993, estreou na Ópera “A Flauta Mágica”(Mozart) – como 3º Gênio com Orquestra Sinfônica do Paraná sob a regência do Maestro Oswaldo Colarusso. Em 1994, interpretou Sacerdotiza na Opera Aida, no Teatro Guaíra, em Curitiba. Desde então, sua carreira vem crescendo e debutou como protagonista principal da opera Colombo, de Carlos Gomes, no festival de Campos de Jordão em 1996, regida pelo Maestro Aylton Escobar.
Já interpretou Leonora na ópera Il Trovatore (Verdi) no Teatro Municipal de SP em 2001, regência do Maestro Mario Zaccaro; D’ Anna na Opera Don Giovanni no Brasil e na Itália em 2004 e 2006, sob regência do maestro Alessandro Sangiorgi; Amélia da Opera Un Ballo in Maschera, de Verdi, em forma de Vesperal Lírica no Teatro Municipal de São Paulo em 2005; Suor Angélica, de Puccini, no Brasil e na Itália sob a regência do maestro Donato Renzetti em 2009; Turandot, de Puccini, no Brasil e Itália sob a regência do maestro Japonês Iorofumi Yoshida em 2008; Floria Tosca, da Opera Tosca, de Puccini sob a regência da maestrina Ligia Amadio em 2009; Santuzza, da Opera Cavalleria Rusticana, também no Teatro São Pedro em 2009; e Norma de Bellini no Teatro São Pedro em 2010.   
Atualmente prepara seu repertório com o maestro Alessandro Sangiorgi e tecnicamente com o grande baixo Carlo Colombara. Interpretará Suor Angelica, da Opera Suor Angelica, de Puccini, na Opera de Arame em agosto de 2015 pela Cia Opera Orchestra Curytiba, sob a regência do Maestro Alessandro Sangiorgi.
Vem se dedicando a levar técnica aplicada ao repertório lírico para diversos cantores no Brasil organizando Master Classes em diversas cidades pelo país com os maestro Massimiliano Carraro, Alessandro Sangiorgi e o baixo Carlo Colombara.
           

SERVIÇO

Ópera do Arame
Dia 8 de agosto, às 20h.
Ingresso: não foi informado valor
Fonte: http://www.movimento.com/  

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