XIV FESTIVAL DE ÓPERA DO THEATRO DA PAZ 2015


Na programação, duas óperas completas.
A cada ano, o Festival de Ópera do Theatro da Paz vem ganhando cada vez mais a simpatia de críticos nacionais. No ano passado, o evento, promovido pelo Governo do Estado do Pará, via Secretaria de Cultura (Secult), caiu no gosto dos críticos Marco Antônio Seta e Leonardo Marques, ambos colaboradores do Movimento.com.
Diplomado em Educação Musical e Artes Visuais, conhecido por seus artigos e críticas de óperas em vários veículos de São Paulo ao longo de três décadas, Seta destacou em sua crítica de 2014 a descentralização do eixo São Paulo-Rio na produção de ópera, com destaque para os espetáculos montados em Belém. “O Theatro da Paz, na realização do seu XIII Festival de Ópera, se destacou pela produção de vários espetáculos contando com um super elenco de artistas renomados. ApresentouMefistófele, de Boito, com a brilhante presença do baixo russo Denis Sedov, que se destacou na interpretação do enviado de Satanás. Brilharam a soprano paraense Adriane Queiroz e o tenor Fernando Portari, sob a direção cênica e iluminação de Caetano Vilela”, descreveu.
O Festival, em 2014 encerrou a programação operística com Otello, de Giuseppe Verdi, e contou com a regência do maestro Sílvio Viegas, do tenor italiano Walter Fraccaro no papel-título, do barítono brasileiro Rodrigo Esteves, do baixo Sávio Sperandio, de Gabriella RossiAndrew Lima e Antônio Wilson Azevedo, todos sob a competente direção cênica de Mauro Wrona“A produção dessas óperas foi uma vitória do próprio Festival, e esperamos em 2015 poder aplaudir e comentar outras”, escreveu Seta.
Já sobre o balanço final das apresentações de ópera pelo Brasil e sobre escolha dos melhores de 2014, o crítico Leonardo Marques garantiu: “São Paulo e Belém são os grandes destaques. O Festival de Ópera do Theatro da Paz seguiu em 2014 sua trajetória ascendente. Se, por um lado, manteve suas três montagens tradicionais (realizadas em apenas dois meses, registre-se), por outro, apostou em títulos não muito comuns nos nossos teatros (MefistófeleBlue Monday e Otello), e todos foram muito bem produzidos e bem recebidos – o que demonstra, também, a evolução do público paraense”, atestou. Para ele, “belas encenações, excelentes vozes, uma orquestra cada vez melhor e com sonoridade mais coesa marcaram a última edição deste importantíssimo festival”.
Na sua relação dos Melhores do Ano, Marques afirmou:
– Grande destaque do ano: Festival de Ópera do Theatro da Paz, pela programação ousada, com a encenação de três óperas nunca ou quase nunca apresentadas no Brasil.

XIV FESTIVAL DE ÓPERA DO THEATRO DA PAZ – 2015

– Dia 07/08, às 20h. – Concerto de Abertura
Solistas: Eliane Coelho e Denise de Freitas
Maestro: Mauro Wrona
Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz será dirigida, pela primeira vez, por Mauro Wrona, que para quem não sabe, além de produtor e diretor é também maestro. Duas das maiores cantoras brasileiras, Eliane Coelho e Denise de Freitas, interpretarão árias e duetos célebres de Bellini, Verdi, Ponchielli e Donizetti, entre outros. A junção dessas duas vozes maravilhosas em concerto é fato raro em nossos teatros. 

– Dia 08/08, às 15h.
 – Masterclass de Canto Lírico
Professora: Eliane Coelho

– Dia 18/08 às 18:30h. – Palestra sobre a ópera “A ceia dos cardeais”  
Palestrante: Mauro Chantal
Local:Igreja de Santo Alexandre


– Dias 18, 19 e 20/08, às 20h.
 – Ópera “A ceia dos cardeais”, de Iberê de Lemos
Local: Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra do Pará)
Solistas: Paulo Mandarino, Inácio de Nonno e Carlos Eduardo Marcos
Diretor Cênico: Mauro Wrona
Maestro: Carlos Moreno
Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
A ópera A Ceia dos Cardeais, baseada em peça homônima de Júlio Dantas do início do século 20, foi escrita entre os anos de 1925 e 1942 pelo compositor paraense Iberê de Lemos que, tendo feito seus estudos na Inglaterra, voltou ao Brasil onde se tornaria um dos maiores amigos de Heitor Villa-Lobos. A ópera foi escrita para três solistas, tenor, barítono e baixo, que representam três velhos cardeais reunidos em uma ceia no Vaticano, ocasião em que resolvem confidenciar, uns aos outros, seus amores juvenis, antes de se decidirem pela carreira eclesiástica. Assim, cada episódio referido pelos personagens é identificado pela música e pela representação teatral. A ópera, que Iberê de Lemos levou quase 20 anos para concluir, é considerada pelos musicólogos Vicente Salles e Mauro Chantal, como sua obra-prima.

– Dia 26/08, às 18h. – Palestra “A música em Belém no período inaugural do Conservatório Carlos Gomes
Palestrante: João Augusto O’ De Almeida
Local: Sala Ettore Bosio

– Dia  29/08, às 20h.
 – Recital Carmen Monarca “As faces do amor”
Solista: Carmen Monarcha
Pianista: Daniel Gonçalves
“As Faces do Amor” reúne árias em torno desse tema fascinante. A capacidade expressiva, tanto na voz quanto no gestual, da soprano Carmen Monarcha, de certo transmitirão os sentimentos e paixões que as obras exprimem.
 
– Dia 03/09, às 20h. – Recital lírico dos cantores paraenses
Local: Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra do Pará)
Solistas: Andrey Mira, Antônio Wilson, Aliane Sousa, Dhuly Contente, Elizabeth Mello, Idaías Souto, Ione Carvalho, Jéssica Wisniewski, Juliane Lins, Késia Andrade, Lanna Bastos, Luciana Tavares, Raimundo Mira, Thaina Souza, Tiago Costa
Pianistas: Júnia Santiago e Humberto Azulay
Desde a criação do Festival de Ópera, em 2002, passou a haver, ou melhor, voltou a haver depois de décadas, um movimento operístico em Belém. Logo, várias vozes solistas, seguindo a tradição de nossos antepassados, começaram a aparecer.  O coro é sempre um elemento magnético para essas descobertas e foi assim que de lá saiu o jovem Atalla Ayan, hoje na Europa. Alguns deles já estiveram participando intensamente em nossos festivais. São vozes promissoras, algumas voluntariosas, e formam hoje uma base sólida do canto lírico no Pará.

– Dias 09, 11, 13 e 15/09, às 20h.
 – Ópera “Os pescadores de pérolas” de Georges Bizet
Solistas: Fernando Portari, Camila Titinger, Leonardo Neiva e Andrey Mira
Diretor Cênico: Fernando Meirelles
Maestro: Miguel Campos Neto
Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz
Os Pescadores de Pérolas é a obra da juventude do mestre francês Georges Bizet, sendo peça de repertório e o protótipo do período pré-impressionista da Escola Francesa. Em oposição ao título maduro de Bizet, Carmen, que procura dar cores espanholas à peça, Os Pescadores de Pérolas não envereda por esse caminho e não tenta colorir hipoteticamente o então Ceilão. Como todos sabemos, música e teatro se juntam para conseguir o milagre da ópera, mas, no caso da montagem paraense, teremos ainda um diálogo com o cinema, através da visão de seu diretor Fernando Meireles, consagrado artista dessa arte.

– Dia 19/09, às 20h. – Concerto de encerramento do XIV Festival de Ópera do Theatro da Paz
Solistas: Fernando Portari, Camila Titinger, Leonardo Neiva e outros.
Maestro: Miguel Campos Neto
Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz
Fonte: http://www.movimento.com/

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