DEFICIENTES TERIAM SIDO DEMITIDOS IRREGULARMENTE DO MUNICIPAL; NESCHLING FICA EM SILÊNCIO EM CPI.


O maestro John Neschling foi levado a força na última quarta-feira (14) para prestar depoimento na CPI do Teatro Municipal. No entanto, ele não respondeu a nenhuma pergunta.
O ex-diretor artístico do teatro foi à Câmara dos Vereadores depois que oficiais de justiça foram ao apartamento dele em Higienópolis. A Comissão adotou o expediente depois de o maestro ter repetidas vezes se recusado a comparecer a uma acareação na CPI.
Com ironias, Neschling se recusou a responder as perguntas de todos os vereadores.
Dessa maneira, o objetivo principal da sessão foi frustrado, já que a ideia era realizar uma acareação com o ex-diretor-geral do Teatro Municipal, José Luiz Herência.
Herência, que confessou ter desviado dinheiro da instituição anteriormente, disse que Patrícia Melo Neschling, esposa do maestro, exercia funções na instituição mesmo sem cargo.
"Influência total, ordens diversas. Eu presencial a espora do maestro, inclusive, definindo mudanças de natureza artística dos espetáculos", diz. Segundo ele, a esposa do maestro também apitava regras no cerimonial, "definindo quem iria ou não estar nos camarotes"
Demissão de deficientes
Herência disse ainda que Neschling ordenava a demissão de integrantes do corpo artístico por terem alguma deficiência, ou por serem obesos ou mancos.
O presidente da CPI, vereador Quito Formiga do PSDB, corrobora com a informação e diz que ele mesmo recebeu acusações no gabinete de pessoas que teriam sido demitidas puramente por essas características. Segundo ele, eram "acusações de como o maestro demitiu pessoas com deficiência. Ele alegava que as pessoas tinham dificuldade para subir no palco", diz
A CPI pediu perícia para verificar se a assinatura que consta em um documento do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, a organização social que gere o teatro, é ou não de Neschling.
O vereador Ricardo Nunes, do PMDB, diz que isso pode apontar uma contradição do maestro em outros depoimentos.
"Da outra vez que ele veio na CPI, disse que nunca havia assinado documento. Então já estamos pegando aí uma das mentiras", afirma. "Isso é muito sério e grave, e demonstra o envolvimento de John Neschling no processo de desvio."
Defesa Por meio de nota, os advogados de Neschling negam que ele tenha sido conduzido coercitivamente à Câmara.
Eles afirmam que ao ser comunicado pelo oficial de justiça que o comparecimento foi determinado, o Maestro se dirigiu ao parlamento espontaneamente.
Os defensores sustentam que as acusações de demissões de pessoas pelo simples fato de serem deficientes são inverdades.
Os advogados finalizam dizendo que vereadores em campanha à reeleição estão usando a CPI para se promoverem às custas dos direitos de "um homem de bem."
As informações são dos repórteres Anderson Costa e Tiago Muniz
Fonte: http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/sao-paulo/deficientes-teriam-sidos-demitidos-irregularmente-do-municipal-neschling-fica-em-silencio-em-cpi.html
John Neschling, foto internet.

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