O TEMPO PERDIDO COM MARIN ALSOP ENQUANTO NATHALIE STUTZMANN É REGENTE DE ALTO NÍVEL. CRÍTICA DE DOMINGOS D'ARSIE NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.



É realmente incrível a diferença que faz uma regente de alto nível como a Nathalie Stutzmann! Uma musicista completa que além de excepcional cantora, revela-se uma maestrina de qualidades superiores.
Com ela a OSESP exibiu uma performance, uma sonoridade e uma expressão que só os grandes regentes conseguem extrair.
Fomos encantados com uma Quarta Sinfonia de Schubert: apaixonante, encorpada, densa e suave, onde “fortíssimos” e “pianíssimos” conviviam sem atritos.
A Grande Missa em Dó Menor de Mozart foi o ápice da apresentação, com duas sopranos com vozes simplesmente maravilhosas. Coro e orquestra regidos com uma sensibilidade e competência dignas de nota.
Fico a pensar no tempo perdido com a regente titular Marin Alsop, sem expressão, sem cuidado, com estridentes acordes incômodos.
Vale lembrar para Arthur Nestrovski (Diretor Artístico da OSESP) que música se faz com o programa que nos foi apresentado hoje e não com aquelas ridículas encomendas que mais parecem um congestionamento na Marginal no horário de pico.
E também que existe um compositor, já falecido, com o nome de Bach, Johann Sebastian. Esse senhor nos deixou um legado riquíssimo, talvez o melhor de todos os tempos. E, entre a vastidão de suas obras, há duas Paixões, a de São Matheus e a de São João. Ambas magníficas.

Domingos D'Arsie

Nathalie Stutzmann, foto internet.

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