NOVAS DIRETRIZES PARA O THEATRO SÃO PEDRO.

  

  
   A história sempre se repete, toda vez que alguém assume um teatro lírico no Brasil destrói completamente o trabalho da gestão anterior. Com a Santa Marcelina Cultura não foi diferente, todas os projetos do Pensarte foram suspensos por uma canetada.
  Recebi um áudio atribuído a Paulo Roberto Ferraz Von Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura, falando para alunos da EMESP onde ele afirma que o programa de formação de cantores da gestão anterior não funciona. Discordo plenamente caro diretor, vi nesses últimos anos excelentes solistas brotando no palco do teatro e cantando em diversos tipos de eventos.  
 No comunicado oficial, que segue abaixo, as novas diretrizes para o Theatro São Pedro:

São Paulo, 11 de Maio de 2017
 A Organização Social Santa Marcelina Cultura informa que assumiu, num curto espaço de tempo, a partir do dia 1º de maio, a gestão do Theatro São Pedro – incluindo a Orquestra do Theatro São Pedro (Orthesp) e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro – e o Teatro Caetano de Campos, a pedido da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.
Os recursos repassados ao longo de 2017 garantirão a realização da seguinte programação: 24 récitas de ópera, seis concertos da orquestra, 30 concertos de câmara, além do funcionamento da Academia de Ópera com 24 alunos e 80 aulas, master classes e workshops e quatro ensaios gerais abertos.
Em relação aos músicos originários da Orthesp, os recursos repassados pela Secretaria de Estado da Cultura permitirão a contratação de 33 músicos profissionais. A Santa Marcelina Cultura optou por manter uma formação instrumental equivalente à de uma orquestra clássica, com 15 instrumentos de cordas, 8 de madeiras, 6 de metais, tímpanos e percussão, além de piano e harpa. Isso permitirá a execução de diversas obras do repertório operístico e sinfônico, como fazem orquestras de tamanhos similares no Brasil e no exterior. A programação da temporada da Orthesp será realizada somente com músicos profissionais.
A partir de agora, a Orthesp e a temporada do Theatro São Pedro serão dirigidas por um conselho artístico. Toda a programação de óperas, concertos, regentes, solistas e música de câmara da temporada 2017 tem previsão de anúncio até o final deste mês.
Os alunos do programa da Academia do Theatro São Pedro serão integrados ao Núcleo de Ópera Estúdio e às outras atividades pedagógicas oferecidas pela EMESP. Todos continuarão com sua participação garantida dentro da programação das récitas, concertos e de música de câmara do Theatro São Pedro.
Reafirmando seu compromisso com a formação de jovens, a Santa Marcelina Cultura propôs à Secretaria de Estado da Cultura a ampliação do programa já oferecido pela EMESP de fomento à participação de bolsistas em grupos artísticos. Ao contrário do que vem sendo divulgado, os bolsistas deste novo projeto não substituirão músicos profissionais da Orthesp.
Seguindo os critérios que já existem no funcionamento de seus atuais quatro Grupos Jovens (Orquestra Jovem do Estado, Orquestra Tom Jobim, Banda Jovem e Coral Jovem), a EMESP organizará a seleção de 22 alunos (6 violinos, 2 violas, 2 violoncelos, 1 contrabaixo, 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 1 tímpano) para formarem uma orquestra de bolsistas do Theatro São Pedro. Todos serão escolhidos por meio de processo seletivo com abertura de inscrições prevista para o final deste mês.
Além de terem disponíveis as atividades de formação que já são oferecidas a todos os bolsistas dos quatro Grupos Jovens e aos mais de 1.300 alunos da EMESP, os bolsistas da orquestra do Theatro São Pedro terão uma programação anual de música de câmara e de atividades pontuais dentro da programação do Theatro São Pedro. Dessa maneira, diferentemente da vocação dos outros grupos sinfônicos geridos pela EMESP, a orquestra de bolsistas do Theatro São Pedro terá a possibilidade de se aprofundar no repertório operístico por meio da participação em algumas montagens e programas que estejam imbuídos do caráter de formação, principalmente aqueles que envolverem jovens cantores e que fizerem parte da itinerância de pocket óperas para a formação de público.
O trabalho realizado nos últimos nove anos pela Santa Marcelina Cultura será agora amplificado em ressonância com a vocação para a formação de jovens músicos que o Theatro São Pedro possui.

Comentários

  1. Esse senhor Paulo Zuben ou é um ignorante ou age de má-fé,além de abusar da nossa boa vontade.Quais óperas ele acha que pode montar com uma orquestra de 33 músicos?Só dá para fazer um repertório camerístico com esse efetivo.VAMOS FALAR A VERDADE,ESSE DINHEIRO ECONOMIZADO DEMITINDO ARTISTAS NÃO FAZ DIFERENÇA ALGUMA PARA O GOVERNO,MAS SIM PARA A SOBREVIVÊNCIA DE MUITOS MÚSICOS,O MERCADO DE TRABALHO PARA OS MÚSICOS SE REDUZ CADA VEZ MAIS COM ESSA POLÍTICA PÚBLICA DE EMBURRECER A POPULAÇÃO.Temos que dizer na cara dessa gente que a única coisa que se salva em SP é a vida cultural intensa nessa cidade,se esta diminuir vai ocorrer uma fuga de muitos em direção aos países civilizados,onde o governo não enxerga a cultura como um estorvo.Estão comentando neste blog que estas são políticas de uma nova república velha,para mim são piores,são brutais,bárbaras,pois no referido momento histórico num pais muito mais pobre e atrasado que o atual,o governo gastou fortunas construindo os luxuosos palcos municipais do Rio e da paulicéia e essas cidades se enfeitaram com palácios que em nada deviam as capitais da Europa.Quase tudo foi para o chão graças aos empresários do ramo da construção,só restaram alguns prédios públicos,dentre eles o Municipal do Rio atualmente sem condições de pagar seus funcionários e seguir funcionando.É A CALAMIDADE TOTAL!Isaac Carneiro Victal.

    ResponderExcluir
  2. Atualmente o Brasil passa pelo seu pior momento da História, o golpe foi profundo, a única meta do atual governo é a destruição total do Brasil e a escravização do povo...Sem dúvida é a Segunda República Velha, só que é bem pior do que a primeira, é necessário um Segundo Estado Novo, o Brasil atualmente está em um estado pré-revolucionário, a revolução é absolutamente inevitável....temos que destituir do poder para sempre essa elite apodrecida....

    ResponderExcluir
  3. É verdade. Uma população ignorante, sem conhecimento artístico e sem cultura. Isso é o que o Governo deseja. Assim ele pode dominar o povo iludindo-o com essas viradas culturais de péssimo nível e da maior mediocridade artística. Vem chegando aí no próximo final de semana: Virada ACULTURAL. o POVO ESCRAVO DA IGNORÃNCIA !

    ResponderExcluir

Postar um comentário