PORGY AND BESS DEVASTADA: A SUSTENIDOS SACRIFICA A ÓPERA EM NOME DA IDEOLOGIA. CRÍTICA DE MARCO ANTÔNIO SETA NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.
Latônia Moore domina a cena como Bess
A Orquestra Sinfônica Municipal, sob a batuta quase permanente de Roberto Minczuk, revelou-se logo na abertura: marcada pelo estalar dos pratos da percussão, soou frouxa, pouco integrada e monótona. Essa fragilidade manteve-se ao longo da partitura, cuja instrumentação densa inclui, na seção de metais, três saxofones ainda que o instrumento seja, em essência, de madeira com embocadura simples. Vale lembrar que no jazz seu expoente maior foi o consagrado Sonny Rollins, ídolo incontestável entre os aficionados do gênero.
No decorrer do segundo ato, os problemas se agravaram: as trompas desafinaram, comprometendo a homogeneidade do conjunto e reforçando a impressão de uma execução aquém do esperado para uma obra dessa relevância.
Na sexta-feira (19), a Prefeitura recebeu um ofício do Tribunal de Contas do Município (TCM), que exigiu em até 48 horas explicações sobre a abertura de um novo chamamento público para definir a próxima gestora. O próprio prefeito admitiu que será necessário firmar um contrato emergencial para garantir a continuidade das atividades do complexo até a conclusão da licitação.
A Sinfônica Municipal de São Paulo, entretanto, continua sendo tratada com evasivas, sem o devido preparo técnico-musical e sob a condução de um maestro que não demonstra compromisso profundo com o gênero operístico. A prova mais contundente foi a opção inaceitável de utilizar uma gravação de piano evocando um “cabaré barato” no início da ópera de Gershwin, inclusive para o acompanhamento do coro interno. A cena repete o vexame já visto em Nabucco, quando se recorreu a gravações de banda no palco em lugar de músicos reais. Um desrespeito não apenas à obra, mas também à própria orquestra, aos estudantes da Escola Municipal de Música e à Orquestra Experimental de Repertório, que poderiam ter cumprido essa função de modo legítimo. Afinal, bastaria um piano de sonoridade envelhecida, evocando a década de 1920, para atender à intenção estilística de Gershwin. Em ópera, o público não paga para ouvir gravações: exige música ao vivo.
No plano visual, a cenografia de Marcelino Melo apostou na projeção de comunidades paulistanas atuais, mas o resultado foi de uma pobreza plástica desconcertante. No original, os cenários remetem a mansões decadentes transformadas em cortiços, contexto fundamental para o drama. Ao substituí-los por uma estética urbana genérica, perdeu-se densidade e força narrativa. Os figurinos de Alexandre Tavera, por sua vez, transformaram o palco em um carnaval colorido, transportando a ação para uma “realidade paulistana contemporânea” que em nada dialoga com a atmosfera da obra. A pergunta que se impõe: seria essa a melhor forma de “renovar” a ópera-jazz dos anos 1930? Gershwin teria aprovado?
A direção cênica de Grace Passô, ainda que respaldada por sua experiência no teatro, impôs ao espetáculo um recorte cultural das periferias brasileiras. O efeito, contudo, banalizou a singularidade da ópera, transformando-a em mero reflexo de nossa própria realidade urbana. O resultado foi previsível, pouco criativo e distante da força dramática que o original carrega.
Diante disso, é difícil afirmar que o espetáculo seja atraente ou inovador. Ao contrário: sua obsessão em destacar diversidade e pluralidade acaba desviando o foco daquilo que é essencial na ópera — a preservação do canto lírico e a valorização de novas vozes, nacionais e internacionais, capazes de perpetuar essa tradição.
A iluminação de Wagner Antonio foi um dos raros pontos altos, concebida com inteligência e sutileza. Já os movimentos de cena de Mário Lopes, executados por vários bailarinos, resultaram em exageros coreográficos cansativos, reforçando a mesma prolixidade e insistência temática da direção.
Em suma, a montagem revelou-se esteticamente pobre, musicalmente questionável e conceitualmente confusa falhando em respeitar a essência da obra de Gershwin e, sobretudo, a expectativa legítima de quem frequenta o Theatro Municipal em busca de ópera de verdade.
Latonia Moore é um soprano lírico-spinto de qualidades indiscutíveis. Entre seus papéis mais emblemáticos estão Aida e Leonora (Il Trovatore), ambas de Verdi, e Micaëla em Carmen de Bizet. Sua carreira internacional inclui ainda Cio-Cio-San em Madama Butterfly no Metropolitan Opera e na Hamburg State Opera; Liù em Turandot na Royal Opera House, Covent Garden; Mimì e Musetta em La Bohème na Semperoper Dresden; o papel-título em Tosca com a Opera Australia e a Washington National Opera; Elisabeth em Don Carlo (Opera Australia); Elvira em Ernani e Lucrezia em I due Foscari em Bilbao; Desdemona em Otello (Bergen National Opera); Serena em Porgy and Bess na English National Opera e na De Nationale Opera de Amsterdã; além de participação na Gala do 50º Aniversário do Metropolitan Opera. No repertório sinfônico, destaca-se sua interpretação da 2ª Sinfonia de Mahler com a Vienna Philharmonic, registrada pela Deutsche Grammophon.
A Bess que apresentou nesta produção confirma plenamente sua reputação. Seu timbre belo e expressivo, aliado a uma técnica refinada de emissão e projeção, revelou interpretações de grande intensidade. Destacaram-se especialmente os duetos “Bess, you is my woman now”, momento de união das vozes após o registro do casamento, e “I loves you, Porgy”, transformado em um dueto amoroso apenas interrompido pelo prenúncio de furacão que encerra o 3º quadro do 2º ato.
O papel de Porgy coube ao baixo-cantante Luiz-Ottavio Faria, que o assumiu todas as sete récitas. Embora escrito originalmente para barítono, Faria conduziu o personagem com autoridade, explorando sua experiência adquirida em uma sólida carreira internacional. Carioca, formou-se no Rio de Janeiro com grandes professores de canto, entre eles o barítono Fernando Teixeira e, posteriormente pela Juilliard School of Music, em Nova Iorque, cidade onde reside. Seu repertório abrange papéis de Verdi, Carlos Gomes, Puccini, Ponchielli, Catalani, Bellini, Donizetti, Boito, Mozart, Stravinsky e Wagner. Nesta produção, apresentou uma voz aveludada, com graves sonoros de notável musicalidade, interpretados com sensibilidade e autoridade cênica.
O soprano colombiano Betty Garcés apresentou um “Summertime” de excelência técnica e musical, dando ao trecho mais popular da ópera um frescor interpretativo notável. Sua voz, de timbre quente e essencialmente lírico, revelou agudos sustentados em pianíssimo de grande beleza. O material vocal mostra plenas condições de interpretar personagens como Micaëla , Mimì , Musetta , Nedda , Norina, Adina, Despina, Serpina , Fiorilla , Zerlina , Marcellina, Salud; sempre com segurança e galhardia.
Já a Serena de Juliana Taino destacou-se de maneira memorável. Sua ária “My Man’s Gone Now”, cantada com espiritualidade dilacerante, constituiu o ponto de maior intensidade dramática da noite de estreia, arrancando a mais calorosa ovação do público.
O barítono dramático Bongani Kubheka encarnou Crown com presença algo rígida em cena, destacando-se apenas no trecho “You, Bess, hurry up; What you want wid Bess?”, ao lado de Latonia Moore.
O tenor Jean Willian apresentou emissão firme nos agudos e uma voz jovem, mas de características mais adequadas ao repertório de comédias musicais. Sua vocalidade entretanto não encontra sustentação estilística para o repertório operístico italiano, francês ou alemão.
O barítono Michel de Souza, como Jake, revelou desempenho irregular, sem homogeneidade nas intervenções vocais.
Por fim, a mezzo-soprano/contralto Edneia de Oliveira, de longa carreira lírica e camerística, optou por uma emissão excessivamente declamada, mais próxima da palavra falada do que do canto propriamente dito.
Merece menção o desempenho do soprano lírico-ligeiro Elisete Gomes, cuja participação no canto do velório (Spiritual) apresentou voz bem projetada, afinada e de resultado satisfatório. Igualmente se destacou o mezzo-soprano Mere Oliveira (Annie), particularmente eficaz no spiritual "Doctor Jesus" na cena da tempestade, ao lado do tenor Samuel Martins (Peter), também convincente nesse momento dramático.
Já o coro de Porgy and Bess, formado por integrantes do Coral Paulistano e do Coro Lírico Municipal, acrescido de cantores convidados de origem não informada, deixou dúvidas quanto à sua real consistência artística. Sob a regência de Mara Ferreira, sua função pareceu mais voltada a sustentar a proposta cênica da diretora Grace Passô marcada pela ênfase na pluralidade, diversidade e no discurso social do que a atender às exigências estilísticas próprias da obra de Gershwin.
Em resumo, assistimos a mais uma das lacrações planejadas e promovidas pela direção artística do Theatro Municipal e pela Sustenidos Organização Social de Cultura, cujo mandato agora se encerra, por determinação do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de São Paulo.



Fiquei muito incomodada com o uso de microfones. É algo a ser evitado ao máximo em ópera. Melhor fechar o palco e garantir as vozes emitidas naturalmente do que apelar para microfone.
ResponderExcluirO crítico não perceber que tinha um pianista e achar que era uma gravação foi o fim da picada. Pode aposentar
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ResponderExcluirO piano que chamou que acima afirmou ser uma gravação foi executado ao vivo por Leandro Roverso.
ResponderExcluirSe o virtuosismo do pianista não lhe permitiu enxergar que não era uma gravação, mas sim um piano desafinado propositalmente para a ópera em questão, justamente para parecer o de um "cabaré barato", você deve repensar se ser um crítico é o caminho certo para sua carreira.
Por favor, se for para causar desinformação e vomitar burrices, não esteja numa posição de poder e influência intelectual.
Att.
Respeito é muito bom e eu gosto! E quando cito que é uma gravação, não me interessa quem a fez; este ou aquele pianista, tanto faz; entretanto não citei o nome de nenhum pianista, pois não tinha a mínima ideia de quem o teria gravado ou tocado, como você aqui afirma o nome. Não estou criticando o pianista que tocou, apenas cito o que não se viu na récita de estreia.
ExcluirO piano referido acima como gravação foi executado por Leandro Roverso. Se a virtuose do pianista não lhe permite enxergar a diferente entre uma performance ao vivo e uma gravação acredito que repensar sua carreira seja a crítica mais importante que poderá fazer. Pelo bem de todos nós apreciadores da boa música, se for disseminar desinformação não esteja numa posição de poder intelectual.
ResponderExcluirAtt.
Mais do mesmo ? Falta de respeito e educação à tona ! Em nenhum momento citei quem tocou ou deixou de tocar. Também é indiferente numa gravação quem a tocou ou deixou de tocar. Não citei o nome de nenhum pianista e tampouco critiquei se tocou bem, mal ou outro adjetivo que lhe venha à mente.
ExcluirMais do mesmo!
ResponderExcluirDo mesmo insucesso.
Nas mãos, literalmente, de quem?
Essa crítica se torna inválida logo que se vê que o """crítico""" não percebeu que o grande pianista Leandro Roverso estava tocando lindamente do lado esquerdo do palco. Não sei por que tanta raiva de uma OS que luta pela inclusão e diversidade. Se é isso que vocês chamam ideologia, eu quero muito mais disso.
ResponderExcluirFAKE
ExcluirEu não estou aqui para escrever aquilo que você gostaria de ler. Eu não vim aqui para escrever se pianista tocou bem ou mal. Você é você e Eu sou eu. Certo assim ! Eu não estou aqui para lhe satisfazer; portanto a minha opinião é a minha; a sua, é naturalmente a sua ! Com todo o respeito.
ExcluirQue tristeza ler essa crítica e perceber uma falha tão significativa. Como não mencionar que ao piano estava o excelente pianista Leandro Roverso, com sua sonoridade refinada e expressiva. Estive na primeira fila e pude testemunhar a sensibilidade do trabalho realizado, inclusive com o uso de dois pianos: um piano vertical no início e, posteriormente, um piano de cauda.
ResponderExcluirÉ realmente lamentável ver um artista desse nível ser ignorado em uma crítica. Além disso, não houve gravação alguma foi música ao vivo.
Fico profundamente incomodada ao ver um deslize tão grave, especialmente em um trabalho que merece reconhecimento e respeito.
A última versão do ChatGPT já consegue escrever críticas melhores!
ResponderExcluirvc é um fake, fora sustenidos
ExcluirCarlos, no Theatro Municipal existem duas "casinhas", uma de cada lado do palco. A do lado esquerdo tinha o piano de causa. A do lado direito, o piano vertical. Pode confiar, eu trabalho lá.
ExcluirEu estava presente na estreia e posso afirmar com absoluta clareza: não havia pianista tocando ao vivo, era playback. Estava de frente para o piano e vi com meus próprios olhos. Inventar um pianista que não existiu é desonestidade intelectual ou falta total de atenção.
ResponderExcluirMuitos que comentam aqui sequer estiveram na sala falam sem conhecimento, sem ouvido e sem preparo técnico. Antes de atacar um crítico renomado, estudem, observem e depois tirem suas conclusões. O que se vê nos comentários é um festival de perfis falsos, repetindo os mesmos argumentos para tentar manipular a percepção do público e denegrir quem escreve com seriedade.
Crítica séria se faz com fatos. Playback não é detalhe, é algo grave em uma ópera. Esconder isso, distorcer ou fingir que havia pianista é desrespeito com o público, com os artistas de verdade e com a própria arte. Quem escreve e comenta dessa forma mostra que não tem compromisso com a verdade nem com a música.
Que absurdo seu Carlos!!! Estava eu em todos os ensaios e não teve playback, era ao vivo, volte para assistir e corrija essa mentira. Quanto ao crítico , sem comentários, já faz tempo que ele se mostra incompetente, não fala nada com nada. Dá até dó! Não tem coisa melhor para fazer.
Excluirhttps://www.instagram.com/stories/leroverso/3727582770559267864?utm_source=ig_story_item_share&igsh=MXF4dm5oeHF3ZXNnMQ==
Excluirfora sustenidos!
ResponderExcluirQuero deixar claro que o autor do artigo fez um trabalho sério e tecnicamente embasado, que merece ser lido com atenção. Diferente de algumas críticas que tentam desqualificar o texto chamando-o de “preconceituoso” ou “ideológico”, o artigo apresenta uma análise detalhada de elementos concretos da produção: direção cênica, cenografia, regência, interpretação vocal e movimentos de cena. Cada ponto criticado no texto tem fundamento técnico, baseado em princípios de teatro e ópera, como coerência dramática, fidelidade à obra original, clareza na narrativa e integração de música e cena.
ResponderExcluirQuando o autor questiona escolhas estéticas ou ideológicas da montagem, não é por preconceito, mas sim uma avaliação legítima sobre o impacto dessas escolhas na experiência do público e na integridade da obra. As críticas pessoais direcionadas ao autor carecem de qualquer base técnica e ignoram o rigor da análise apresentada.
O artigo não é fruto de intolerância, mas de observação crítica consistente. É preciso reconhecer que opiniões embasadas e técnicas, mesmo que discordantes de tendências contemporâneas, contribuem para um debate artístico mais sério e profundo, longe de superficialidades ou ataques sem fundamento.
Eu estava lá! O piano estava sendo virtuosísticamente tocado pelo pianista Leandro Roverso. O senhor está para CRÍTICO, assim como o Nunes está para Excelentíssimo Prefeito. Senhor Carlos Martins, as pessoas não se revelam porque o que melhor essa administração sabe fazer é perseguir quem pensa o contrário dela. Pesquise o Leandro nas redes, ouça sua performance, quem sabe o senhor se lembra do que ouviu na noite. Chega a ser risível do lado de cá ter a certeza de quem tocava e me certificar do papelão e da ignorância de vocês que ficam aí vomitando essa impáfia travestida de autoridade musical. Mas, tá certo, eu entendo que é difícil reconhecer as luzes quando se vive no meio das trevas. Chamem outros entendedores para fazer coro com vocês, pra gente continuar rindo do show cômico gratuito e público que conduzem!
ResponderExcluirConcordo com você!
ExcluirVocê conhece o que é liberdade de expressão?
ResponderExcluirEntão respeite a opinião alheia e não ofenda quem não te ofendeu em momento algum
Civilização na megalópole São Paulo.!!!
Você tem toda liberdade de expressar o que quiser, quanto ao respeito à sua opinião, isso já não é obrigação nenhuma. Quando a pessoa fala algo que não é verdadeiro, não tem como respeitar...
ExcluirVim me juntar aos muitos comentaristas que apontaram que, sim, o piano “honky tonky” da abertura foi tocado, sim, ao vivo. Havia dois pianos nas laterais dos fossos: um honky tonky à direita e um piano de concerto à esquerda. O blogueiro deveria fazer um fact check básico antes de escrever.
ResponderExcluirConfundir um piano de armário com uma gravação é caso para voltar a ter aulas de percepção com a Tia Concheta. Sério: depois de um fora monumental desses, o que pode ser levado a sério num texto tentando discutir estética e dizer se esse ou aquele naipe tocou ou não como devia? Apaga que ainda dá tempo.
ResponderExcluirA pessoa "pianista por paixão" que decide escrever uma crítica da récita - ou seja, julgar méritos estético-musicais - e comete o erro crasso de confundir um piano tocado ao vivo ao de uma gravação playback cai em completo descrédito quando tenta falar sobre esse ou aquele naipe tocou como devia ou se os regentes [a preparadora do coro e o da orquestra] tomaram ou não rumos interpretativos acertados. Também não é proficiente para julgar aspectos musicais básicos, como a afinação [será que eram as trompas ou teriam sido outros instrumentos?]. O Certo, mesmo, seria apagar o texto crítico e ir ter umas aulas de percepção com a Tia Concheta e fingir que nunca emitiu opinião sobre música e estética na vida.
ResponderExcluirDestruir textos verdadeiros e competentes é sempre tarefa fácil; basta usar ataques pessoais, adjetivos vazios e repetir chavões sem qualquer base técnica. Mas construir parágrafos fiéis à verdade, com análise consistente e embasamento na realidade cênica e musical, é para poucos redatores. O autor do artigo mostrou justamente essa competência rara: observou, analisou e traduziu em palavras uma crítica estruturada, que vai além da opinião rasa e se sustenta em princípios de teatro, música e ópera.
ExcluirEnquanto alguns preferem o caminho da desqualificação simplista, o artigo mostra o quão difícil é escrever com rigor, honestidade intelectual e responsabilidade com a arte. É por isso que, neste debate, inscrevem-se apenas os realmente habilitados aqueles que conseguem discutir em nível técnico e não se escondem atrás de ataques superficiais.
Sugiro aos que insistem em dizer que era um playback, voltarem nas recitas dessa semana e reavaliar palavras mentirosas , vergonha ler esse tal que se intitula crítico. Mesmo sendo provado pela torcida do Palmeiras que era ao vivo, continua na pequenez mentirosa .
ResponderExcluirSó de mencionar o “cidadão de bem” Ricardo Nunes, reputação é bem duvidosa de excelentíssimo senhor, é perceptível que a crítica está totalmente maculada e imparcial!!!
ResponderExcluirSó de mencionar o “cidadão de bem” Ricardo Nunes, cuja reputação é bem duvidosa de excelentíssimo senhor, é perceptível que a crítica está totalmente maculada e parcial!!!
ResponderExcluirOnde está a retratação do tal crítico??
ResponderExcluirQuem tem que se retratar não é o excelente crítico Marco Antônio Seta e sim a Sustenidos, onde já se viu vozes amplificadas e o piano amplificado com o uso de microfones. Produções mequetrefes, distorcidas , com enxerto e extração de partes como Nabucco, Guarany e Aida. Concordo com Josias Teofilo , representante do grupo Artistas Livres, " O Theatro Municipal de São Paulo deixou de ser uma casa de ópera na gestão da Sustenidos e foi transformado num espaço de propaganda para a militância identitária".
ExcluirO tal crítico deve sim se retratar por mentir , esse texto aqui não é sobre a sustenidos. Se vc acha que tudo bem o critico ( da shopee) não saber o que é ao vivo e o que é playback, tudo bem, ele já não escreve nada com nada faz anos . Não muda nada .
ExcluirEu e minha família saímos do litoral para a capital, numa terça-feira, movidos pela força da ópera. O Theatro Municipal, em sua plateia sempre cheia, foi palco de uma noite memorável. Entre tantas impressões, a excelência do figurino sobressaiu-se, fechando com brilho uma experiência artística inesquecível.
ResponderExcluirEu me pergunto: será que nós e esse senhor assistimos a espetáculos diferentes???
Parabéns a todos os envolvidos, desfrutamos muito e voltaremos em breve!
ah sim, para o publico em geral, leigo de ópera, tudo sempre é bonito. teatro bonito, fotos de celular, é isso aí.
ResponderExcluirVi agora o blogueiro falando de Josias Teófilo e entendi o motivo de tantas críticas (até o piano “sumiu”): o blog é bolsonarista. Deveria ter avisado antes, pra gente não perder nosso tempo.
ResponderExcluirnão é bolsonarista, mas tirando o Isaac, todos são claramente ultra conservadores. por ex,. odeiam musica moderna , ópera moderna.
ExcluirO público do Theatro Municipal de São Paulo não é contrário à inovação ou a novas perspectivas artísticas. No entanto, é importante que a busca por vanguarda não se sobreponha à vocação histórica da casa e ao trabalho dos artistas que, ao longo de anos de dedicação, consolidaram um repertório de excelência reconhecido pelo público. A programação deve refletir o equilíbrio entre inovação e tradição, valorizando a qualidade técnica e a profundidade artística dos corpos estáveis e solistas que formam o patrimônio vivo do Theatro. Privilegiar propostas apenas pela sua suposta ousadia estética, em detrimento do repertório tradicional e dos artistas que o sustentam, é enfraquecer um legado construído com grande esforço coletivo. Esse patrimônio não pertence a uma gestão específica, à fundação mantenedora ou à secretaria de cultura — ele pertence ao povo de São Paulo e do Brasil.
ResponderExcluirSinceramente, esse artigo só comprova a falta de rigor crítico do autor. Acusar uma gravação de piano onde houve execução ao vivo por Leandro Roverso é um erro grosseiro, que qualquer ouvido treinado não cometeria. Confundir um piano de armário microfonado com playback é falha de percepção que desqualifica completamente qualquer juízo posterior.Além disso, quando a crítica recorre mais a termos como “lacração”, “ideologia” e “obsessão com diversidade” do que a argumentos técnicos sólidos, fica evidente que há mais ressentimento do que análise musical. O autor generaliza, não aponta compassos, não indica problemas concretos de orquestração ou regência, apenas solta adjetivos vagos para sustentar uma visão preconcebida.
ResponderExcluirO tom elitista de quem se acha guardião da “ópera de verdade” soa ultrapassado e, diante dos fatos corrigidos pelos próprios espectadores presentes, simplesmente ridículo. Quem não distingue um instrumento ao vivo de uma gravação não tem autoridade para decretar “insucesso” ou “vexame”.
Este texto não é crítica é desabafo mal fundamentado. E um crítico que se baseia em suposições erradas perde não só a credibilidade, mas também o respeito de quem realmente entende de música e teatro.
Esse suposto crítico não merece confiança.
ExcluirBravo, André! Assino embaixo!
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